Controlo da refinaria de Sines por Portugal "era melhor" - ministro da Economia
O ministro da Economia e da Coesão Territorial considerou hoje que seria melhor se a refinaria de Sines continuasse a ser controlada a partir de Portugal, mas reconheceu que as negociações entre Galp e Moeve decorrem entre duas empresas privadas.
"O Governo foi cauteloso, como deveria ser, e a ministra do ambiente também foi cautelosa. Disse que houve vantagens e desvantagens, ou vantagens e inconvenientes. Estamos cientes de uns e de outros. Pode olhar-se para esta operação como um copo meio cheio e meio vazio, é melhor assim do que ficarmos sem refinaria", disse Manuel Castro Almeida na sua participação na conferência 10 Anos Conversa Capital, a decorrer em Lisboa.
"Era melhor termos uma refinaria totalmente controlada a partir de Lisboa. Agora, o ponto é este: estamos a falar de negócios entre empresas privadas", acrescentou o governante sublinhando que a energia é um setor estratégico.
Em causa está o acordo não vinculativo assinado entre a Galp e os acionistas da Moeve (ex-Cepsa) - a Mubadala Investment Company, fundo soberano dos Emirados Árabes Unidos, e o fundo norte-americano The Carlyle Group - para avançar com discussões sobre a junção dos respetivos portefólios de `downstream` (refinação, petroquímica e venda de combustíveis) na Península Ibérica.
Nesta plataforma industrial, a Galp terá uma participação minoritária, superior a 20%, enquanto a maioria do capital ficará nas mãos dos acionistas da Moeve. Entre os ativos potencialmente integrados encontra-se a refinaria de Sines, considerada estratégica para o abastecimento energético nacional.
O Estado detém, através da Parpública 8,2% do capital da Galp.