Coordenador do estudo da ACP diz que localização da infra-estrutura não é "cavalo de batalha"
Lisboa, 28 Nov (Lusa) - O coordenador do estudo da Associação Comercial do Porto (ACP) afirmou hoje que apesar do trabalho apontar Montijo como a localização "preferível" para a construção do aeroporto complementar à Portela, não faz disso um "cavalo de batalha".
"O estudo recomenda Portela + Montijo e nós demonstramos que Montijo é a localização preferível, mas não fazemos disso um cavalo de batalha", afirmou à agência Lusa Álvaro Nascimento.
O estudo, que foi entregue ao Governo na passada sexta-feira, aponta o Montijo como melhor localização para o aeroporto complementar à Portela, mas admite também como uma boa solução a opção por Alcochete, em conjunto com a Portela.
"O que nós desenvolvemos foi um modelo para pensar o investimento e não um modelo para pensar a localização", explicou o coordenador do estudo da ACP, admitindo que a nova infra-estrutura possa ser construída em "Alcochete, no Montijo ou em qualquer outra localização que se demonstre ser adequada".
Estas declarações vão ao encontro do que é exposto no estudo, no qual se pode ler que a questão do novo aeroporto não é "simplesmente a escolha da localização" mas, "antes de mais, a escolha de um modelo de negócio e de planeamento do investimento".
A equipa de técnicos do Centro de Estudos de Gestão e Economia Aplicada da Universidade Católica estudou três alternativas: a construção do aeroporto na Ota ou em Alcochete e a manutenção da Portela aliada à construção de uma nova infra-estrutura aeroportuária em Alcochete ou no Montijo.
Destas hipóteses, a continuação e a rentabilização dos actuais investimentos actualmente em curso no actual aeroporto - em que serão investidos 380 milhões de euros até 2010 -, que complementaria o funcionamento de uma nova infra-estrutura, surge como a melhor opção, em detrimento da transferência imediata de todo o tráfego para o novo aeroporto.
"A alternativa Portela + 1 está pensada de modo a aproveitar ao máximo as opções que o projecto do novo aeroporto pode proporcionar. Por um lado, evidencia a possibilidade de diferir o investimento em função da evolução do tráfego e, por outro, permite aproveitar ao máximo o investimento `afundado` na Portela", conclui o documento.
CSJ/TD.
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