Economia
Crédito à habitação. Juros voltam a subir e prestação média chega aos 414 euros
A taxa de juro implícita no crédito à habitação subiu em julho para 3,135%. Num mês, a prestação média aumentou três euros: está atualmente 20 euros mais cara do que há um ano.
As famílias portuguesas voltaram a pagar mais pelo crédito à habitação. Em julho, a taxa de juro implícita no conjunto dos contratos, ou seja, o custo médio real do financiamento, subiu para 3,135%. Face ao mês anterior, a taxa de juro aumentou ligeiramente, 0,034 pontos percentuais.
Os dados divulgados esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram ainda que a subida também se fez sentir nos contratos assinados mais recentemente.
Nos créditos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro passou de 2,853% em junho para 2,910% em julho. Representa um ligeiro aumento de 0.057 pontos percentuais em relação ao mês anterior.
Em termos práticos, a prestação média mensal dos créditos à habitação fixou-se nos 414 euros. As famílias passaram a pagar mais três euros do que em junho e mais 20 euros do que em julho do ano passado.Se fizermos as contas, dos 414 euros pagos, em média, pelas famílias, 205 euros correspondem a juros, enquanto os restantes 209 euros são destinados à amortização do capital em dívida. Isto quer dizer que 49,5% da prestação média é absorvida pelos juros e apenas 50,5% corresponde à redução do montante que ainda falta pagar ao banco.
A situação é particularmente mais onerosa para quem contratou crédito nos últimos meses.
Nesses contratos, no mês passado, a prestação média chegou aos 731 euros, mais 16 euros do que em junho. Em comparação com julho do ano passado, trata-se de uma subida de 15,1%.
Mais dívida nos novos contratos
Os dados do INE mostram também que o valor médio em dívida continua a aumentar. Considerando a totalidade dos contratos, o capital médio em dívida aumentou 598 euros num único mês, passando para 79.463 euros.
Nos contratos celebrados nos últimos três meses, o valor é significativamente superior: o montante médio em dívida atingiu os 182.446 euros, mais 2.894 euros do que em junho.
Comprar casa continua a ser maior fatia do crédito
O financiamento destinado à aquisição de habitação continua a ser o principal destino do crédito à habitação. Neste segmento, a taxa de juro implícita subiu para 3,125% no conjunto dos contratos, mais 3,1 pontos base do que em junho.
Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa chegou aos 2,902%, depois de uma subida de 0,057 pontos base face ao mês anterior.