Crédito Agrícola está numa situação "confortável" relativamente às exigências da `troika`
Lisboa, 25 nov (Lusa) - O grupo Crédito Agrícola está numa situação "confortável" relativamente às exigências de capital acordadas com a `troika` no memorando de entendimento, garantiu hoje o presidente, João Costa Pinto.
"O Crédito Agrícola tem um rácio `core tier 1` (capital sobre ativos ponderados de risco) de 12 por cento e tem um rácio de transformação, quanto à liquidez, inferior a 90 por cento. É um grupo financeiro que está portanto numa situação confortável relativamente às questões essenciais", disse o responsável aos jornalistas, no final da abertura do Congresso do Centenário do grupo Crédito Agrícola, em Lisboa.
Os bancos têm que atingir um rácio `core tier 1` de 9 por cento até final do ano e 10 por cento em 2012 e reduzir o rácio de transformação de depósitos em crédito para 120 por cento até 2014, metas que as instituições consideram exigentes.
Segundo João Costa Pinto, o grupo está também "tranquilo" quanto aos resultados das inspeções que neste momento estão a ser feitas.
"Estamos convencidos que o Crédito Agrícola tem uma situação estrutural, quer do ponto de vista financeiro, quer do ponto de vista patrimonial, que o põe a coberto das pressões que estão a incidir sobre a banca por causa crise", acrescentou.
De acordo com o presidente do grupo, o Crédito Agrícola tem uma exposição à dívida portuguesa considerada "normal", mas não tem qualquer exposição noutros países.
"Concentramos a nossa atividade financeira sobretudo no Estado português, que continuamos a considerar um bom devedor. Confiamos na estabilidade da nossa economia e na capacidade do nosso pais para cumprir os seus compromissos", justificou.
Ao contrário da tendência no setor, o grupo Crédito Agrícola não tem previsto o fecho de agências e a rede de 85 balcões é para manter.