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Créditos para habitação de cobrança duvidosa atingem novo máximo

Créditos para habitação de cobrança duvidosa atingem novo máximo

O crédito malparado nos empréstimos para habitação voltou a aumentar em janeiro, após o recuo verificado em dezembro de 2013. Números divulgados esta terça-feira pelo Banco de Portugal apontam para 2428 mil milhões de euros em créditos de cobrança duvidosa naquele segmento do financiamento bancário, valor que corresponde a um máximo histórico. Em queda estiveram os depósitos de particulares. Tal como o financiamento das empresas.

RTP /
Globalmente, o crédito malparado dos particulares ascendeu a 5137 milhões de euros no primeiro mês de 2014 José Manuel Ribeiro, Reuters

É a maior parcela das dívidas de particulares aos bancos – o crédito de cobrança duvidosa nos empréstimos para a compra de casa valia, no primeiro mês do ano, 2428 milhões de euros, contra os 2398 milhões de dezembro e os 2258 milhões de janeiro de 2013.Financiamento do BCESaíram também números do organismo supervisor sobre a dependência das entidades financeiras a operar em Portugal face ao Banco Central Europeu.

Confirma-se, neste caso, a tendência de diminuição. Em fevereiro, pelo sexto mês consecutivo, os bancos do país reduziram o financiamento obtido do BCE para 46.747 milhões de euros.


Regressa, assim, a tendência de ascensão que se verificou ao longo do ano passado, com a exceção do mês de dezembro, quando ocorreu um ténue abrandamento. De resto, globalmente, o crédito de cobrança duvidosa de clientes particulares da banca cresceu para 5137 milhões de euros, mais 36 milhões face ao montante relativo a dezembro do ano passado.

Em janeiro, os empréstimos a particulares somavam 127.589 milhões de euros; os empréstimos para habitação totalizavam 105.426 milhões.

Outro dos dados inscritos no último boletim estatístico do Banco de Portugal diz respeito aos depósitos de particulares, que tornaram a regredir, no início do ano, para os 131.951 milhões de euros. Foi o segundo mês consecutivo de queda.

O decréscimo na poupança das famílias foi de 294 mil euros entre dezembro de 2013 e janeiro deste ano, ainda assim um recuo inferior ao ocorrido em dezembro face a novembro, quando os depósitos totalizaram o segundo montante mais alto de sempre. Foi em julho do ano passado que os depósitos de particulares estabeleceram o máximo histórico de 133.042 milhões de euros.
Financiamento de empresas em queda

Em queda, de dezembro para janeiro, estiveram também os créditos da banca às empresas: os 4,2 mil milhões de euros emprestados no primeiro mês de 2014 representam um recuo mensal de 13,5 por cento.

Por comparação com o mesmo mês do ano passado, a quebra nos créditos outorgados a entidades empresariais é de aproximadamente 11 por cento. Em janeiro de 2013 haviam sido concedidos perto de 4,7 mil milhões de euros em novos empréstimos.

Já no que toca a particulares, em janeiro a banca concedeu 499 milhões de euros em créditos, o que traduz uma quebra de 27 por cento face a dezembro, quando foram concedidos 687 milhões. Em termos homólogos houve igualmente uma queda, embora menos expressiva – em janeiro do ano passado, a banca concedera 512 milhões de euros em créditos às famílias.
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