Crescimento português acelera em 2006 e 2007
O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que o crescimento da economia portuguesa acelere em 2006 e 2007, mas mantendo um ritmo inferior à média das economias que integram a Zona Euro.
No relatório sobre as perspectivas económicas mundiais, hoje divulgado, a instituição internacional prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) de Portugal cresça 0,8 por cento este ano e 1,5 por cento em 2007.
O crescimento da economia portuguesa estimado para este ano representa uma revisão em baixa de 0,4 pontos percentuais face à anterior previsão da instituição internacional, divulgada em Setembro de 2005.
Representa, também, uma aceleração de 0,5 pontos percentuais face ao crescimento económico português verificado em 2005.
A instituição de Bretton Woods é mais pessimista do que o Governo português, que prevê um crescimento de 1,1 por cento do PIB este ano, de acordo com os dados que constam do Orçamento do Estado para 2006, apresentado em Outubro.
Os ritmos de crescimento previstos pelo FMI para Portugal este ano e no próximo, comparam com uma expansão média das economias da Zona Euro de 2,0 por cento em 2006 e 1,9 por cento em 2007.
As previsões do FMI colocam Portugal no último lugar da Zona Euro em 2006, mas acima da Itália (1,4 por cento) e Alemanha (1,0 por cento) em 2007.
Esta recuperação económica será contudo incapaz de melhorar a situação na frente do desemprego, em que a taxa de 7,6 por cento de 2005 deverá manter-se em 2007, após um ligeiro agravamento para 7,7 por cento em 2006.
O FMI prevê ainda que o Orçamento do Estado encerre 2006 com um défice de 4,6 por cento em 2006 e 3,8 por cento em 2007.
Prevista é também o agravamento do défice corrente da economia portuguesa, o qual reflecte as trocas externas, que deve alcançar o equivalente a 9,5 por cento do PIB em 2006, após 9,2 por cento em 2005, para depois baixar ligeiramente para 9,4 por cento em 2007.
Sobre a inflação, o FMI não adianta uma previsão, mas usa um indicador aproximado, que é o deflator do PIB.
Este indicador compara as quantidades produzidas por uma economia em anos diferentes, descontando as diferenças de preços para permitir a comparabilidade.
Assim, o FMI estima um deflator do PIB para Portugal de 2,5 por cento em 2006 e 2,1 por cento em 2007.
O indicador utilizado por norma para a inflação é o índice dos preços no consumidor.
Enquanto este considera os bens consumidos no país, que incluem naturalmente os importados, o deflator do PIB limita-se aos bens e serviços produzidos no país em causa.