Economia
Crise da Zona Euro domina reunião do G8
A melhor forma de estimular a economia dos países da zona euro estrangulados pela dívida pública deverá centrar o debate durante o fim de semana em Camp David, Estados Unidos, na reunião do G8. Os líderes dos governos francês, britânico, italiano, canadiano e norte-americano deverão unir-se na defesa de políticas de estímulo à economia, em detrimento das medidas de austeridade defendidas pela chanceler alemã, Angela Merkel.
Merkel tem insistido que os programas de corte orçamental não podem ser aligeirados mas poderá ficar a falar sozinha, já que as graves consequências sociais das medidas de austeridade estão a suplantar as vantagens ganhas economicamente e a fomentar a revolta popular.
A crise grega irá servir de pano de fundo ao debate, com a ameaça da saída do país da zona euro e o impacto que isso terá na economia europeia e na credibilidade financeira do bloco e da própria moeda única.
Esta semana, os gregos correram aos bancos para retirarem as suas economias, temendo o eventual regresso de um dracma substancialmente desvalorizado em relação ao euro. A crise do sector bancário espanhol agravou-se, o dólar americano valorizou-se e as bolsas caíram em todo o mundo.
Encontros bilaterais sexta-feira
Em ano de eleições, o Presidente norte-americano está preocupado com o impacto da crise do euro na economia americana, pelo que quer ver a Europa de novo a investir em incentivos ao crescimento. Mas a situação da banca norte-americana também é preocupante e o impacto do elevado preço do crude tem igualmente de ser debatido.
Barack Obama vai reunir-se num encontro bilateral em Washington com o recém-eleito Presidente francês, daqui a algumas horas e espera-se que os dois líderes unam esforços na defesa de outras soluções económicas além da austeridade.
François Hollande foi eleito precisamente por prometer programas de estímulo económico sem passar por aumentos da despesa pública, num programa de redução do défice que pretende equilibrar as contas francesas até 2017.
Hollande, que se estreia na cena política internacional apenas três dias depois de tomar posse, deverá ter ainda outro encontro bilateral com o primeiro-ministro David Cameron, em Washington, ainda esta sexta-feira. Cameron tem apelado à união para enfrentar a crise, mas ele próprio é criticado internamente por impor medidas sufocantes de austeridade na Grã-bretanha.
Maior reunião de sempre em Camp David
Na reunião em Camp David participam igualmente a Itália, o Canadá, o Japão e a Rússia, além do Presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso e o Presidente do Conselho Europeu Herman Von Rumpuy. Será o maior encontro internacional a ter lugar em Camp David desde a sua construção nos anos 30 do séc. XX.
À margem da cimeira haverá ainda uma sessão dedicada à segurança alimentar da qual irão participar três líderes africanos. O continente negro está a conhecer um elevado desenvolvimento económico mas milhões de pessoas continuam a passar fome.
A crise grega irá servir de pano de fundo ao debate, com a ameaça da saída do país da zona euro e o impacto que isso terá na economia europeia e na credibilidade financeira do bloco e da própria moeda única.
Esta semana, os gregos correram aos bancos para retirarem as suas economias, temendo o eventual regresso de um dracma substancialmente desvalorizado em relação ao euro. A crise do sector bancário espanhol agravou-se, o dólar americano valorizou-se e as bolsas caíram em todo o mundo.
Encontros bilaterais sexta-feira
Em ano de eleições, o Presidente norte-americano está preocupado com o impacto da crise do euro na economia americana, pelo que quer ver a Europa de novo a investir em incentivos ao crescimento. Mas a situação da banca norte-americana também é preocupante e o impacto do elevado preço do crude tem igualmente de ser debatido.
Barack Obama vai reunir-se num encontro bilateral em Washington com o recém-eleito Presidente francês, daqui a algumas horas e espera-se que os dois líderes unam esforços na defesa de outras soluções económicas além da austeridade.
François Hollande foi eleito precisamente por prometer programas de estímulo económico sem passar por aumentos da despesa pública, num programa de redução do défice que pretende equilibrar as contas francesas até 2017.
Hollande, que se estreia na cena política internacional apenas três dias depois de tomar posse, deverá ter ainda outro encontro bilateral com o primeiro-ministro David Cameron, em Washington, ainda esta sexta-feira. Cameron tem apelado à união para enfrentar a crise, mas ele próprio é criticado internamente por impor medidas sufocantes de austeridade na Grã-bretanha.
Maior reunião de sempre em Camp David
Na reunião em Camp David participam igualmente a Itália, o Canadá, o Japão e a Rússia, além do Presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso e o Presidente do Conselho Europeu Herman Von Rumpuy. Será o maior encontro internacional a ter lugar em Camp David desde a sua construção nos anos 30 do séc. XX.
À margem da cimeira haverá ainda uma sessão dedicada à segurança alimentar da qual irão participar três líderes africanos. O continente negro está a conhecer um elevado desenvolvimento económico mas milhões de pessoas continuam a passar fome.