Economia
Guerra na Ucrânia
"Crise energética afeta todos". Montenegro apela ao fim de "masoquismo coletivo"
O primeiro-ministro discursou ao fim da tarde perante Assembleia-Geral das Nações Unidas, defendendo o fim dos conflitos mundiais e do "masoquismo coletivo" que está a causar a escalada dos preços dos combustíveis. Luís Montenegro propôs uma reflexão sobre o mecanismo de formação do preço internacional do petróleo.
(em atualização)
Na Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque,
Luis Montenegro começou por defender o fim dos conflitos mundiais no Médio Oriente e na Ucrânia, assim como uma solução de dois estados, entre Israel e Palestina.
Luis Montenegro começou por defender o fim dos conflitos mundiais no Médio Oriente e na Ucrânia, assim como uma solução de dois estados, entre Israel e Palestina.
"Ao longo das últimas décadas, a ordem internacional focada na promoção da estabilidade foi essencial para a prosperidade e o progresso socioeconómico das nossas sociedades", começou.
"As guerras e tensões geopolíticas que marcam este tempo têm tido um terrível impacto humano, colocam em causa essa ordem internacional e, consequentemente, a perspetiva de prosperidade".
Por esse motivo, Luís Montenegro declarou que se deve "explorar todas as oportunidades para o diálogo, para a diplomacia e para a paz".
Considerando a situação no Médio Oriente, o governante português apelou a que se cessasse "a tragédia humanitária e temos de caminhar para a solução de dois estados, com Israel e a Palestina a coexistirem como dois Estados soberanos, em paz e em segurança".
Considerando a situação no Médio Oriente, o governante português apelou a que se cessasse "a tragédia humanitária e temos de caminhar para a solução de dois estados, com Israel e a Palestina a coexistirem como dois Estados soberanos, em paz e em segurança".
O primeiro-ministro salientou ainda a gravidade da crise energética mundial, agravada por esses conflitos, e o facto de Portugal estar avançado no processode transição energética.
Luis Montenegro pediu umas Nações Unidas mais ágeis e eficazes para fazerem a diferença a nível mundial. E ainda lugares permamentes para países de África, para o Brasil e para Índia, reforçando o pedido para que o português seja língua oficial da ONU.