CTO do Estado diz que modelo de IA Amália não nasceu para ficar no laboratório

CTO do Estado diz que modelo de IA Amália não nasceu para ficar no laboratório

O CTO (diretor de sistemas de informação) do Estado e presidente da ARTE afirmou hoje que o Amália é o primeiro modelo de grande escala focado em português europeu e que não nasceu para ficar no laboratório.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

Manuel Dias falava na apresentação do Amália, o grande modelo português de linguagem (Large Language Model - LLM), que foi apresentado esta tarde no Técnico Innovation Center, em Lisboa.

O Amália "foi o primeiro modelo de grande escala focado em português europeu", salientou o presidente da Agência para a Reforma Tecnológica do Estado (ARTE).

"Criado em Portugal" e "com talento nacional", o Amália tem quatro pilares estratégicos: "a promoção da língua, da cultura, da história portuguesa como mais nenhum modelo faz, a promoção da investigação e da inovação em inteligência artificial [IA] em Portugal, numa era em que a inteligência artificial faz parte das nossas vidas", prosseguiu.

Este é "também o tema da soberania digital", (...) é muito relevante não só termos o controlo sobre os nossos dados, mas ter o controlo sobre os modelos que processam os nossos dados", referiu Manuel Dias.

O CTO explicou ainda como o Amália funciona.

Primeiro, "é um modelo treinado com foco em português europeu. Isso é muito, muito importante para português europeu, teve como base o EuroLLM e, portanto, até entende outras línguas na Europa, mas está focado e otimizado para português europeu", explicou.

Depois, é "um modelo com 9 mil milhões de parâmetros, é um modelo multimodal e este é um ponto muito importante", destacou.

O Amália "nasceu como um modelo que consegue analisar, perceber e gerar texto, mas na versão atual consegue analisar imagem, consegue entender falar e, portanto, imaginem a quantidade de cenários que nós podemos criar".

Este é um modelo que "tem um filtro de segurança e essa parte é muito importante quando falamos da criação de aplicações de inteligência artificial", salientou.

Portanto, "já tem essa parte também no treino e obviamente é um modelo que resulta de quase dois anos de trabalho de muitos investigadores, mais de 60 investigadores, cinco universidades portuguesas", ou seja, "muito talento nacional feito no desenvolvimento do Amália".

Mas "o Amália não nasceu para ficar no laboratório", salientou. O modelo de IA está "preparado para ser usado por todo o ecossistema nacional, não só pela academia, pelas universidades, pelos serviços públicos, pelas múltiplas entidades da Administração Pública e, sobretudo, também pelos cidadãos".

Trata-se de um modelo totalmente em código aberto, "o que significa que qualquer empresa, qualquer startup, pode pegar no modelo, adaptá-lo, customizá-lo para determinado domínio".

Nesse sentido, "isso é mais um diferenciador na forma como foi feito o desenvolvimento do Amália", rematou.

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