CTT dão consultoria a correios de Marrocos em contrato de 550 mil euros

Os CTT estão a dar consultoria aos correios marroquinos na criação do maior centro de correspondência do país, num contrato de parceria avaliado em 550 mil euros, revelou à Lusa o director da unidade internacional do grupo.

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O contrato, que foi ganho no âmbito de um concurso público ao qual também concorreram os correios franceses, "pretende ser a base para parcerias futuras" em Marrocos, ou em outros mercados da área, disse à Lusa Carlos Silva.

As parcerias são a chave para o crescimento internacional dos Correios portugueses, frisou este responsável, explicando que os acordos de cooperação, como os estabelecidos com Marrocos e Angola, permitem "reforçar a confiança no trabalho dos CTT" e potenciar oportunidades futuras.

Apesar de terem um peso "pouco significativo" no volume de negócios da empresa, de entre 1,5 a 2 por cento, estas operações são uma aposta estratégica dos Correios para garantir o crescimento orgânico, sublinhou o responsável.

"Esta é a nossa forma de actuar lá fora sem partir para aquisições", salientou Carlos Silva, acrescentando que os CTT estão pré-classificados para um concurso dos correios chilenos, cujo resultado deverá ser conhecido dentro de um mês.

Os países de expressão portuguesa, o norte de África, a Espanha e a América Latina "são os eixos de influência" dos Correios, mas o director da unidade internacional recordou que a empresa também desenvolveu um projecto de medição de qualidade na Sérvia e tem planos para outro país do leste europeu.

Sobre o projecto em Marrocos, Carlos Silva explicou que terá duas fases distintas, sendo que a primeira "prevê o acompanhamento por técnicos dos CTT dos diferentes estudos de viabilidade e de engenharia" para criação daquele que será o principal centro de tratamento e encaminhamento de correspondência do país.

No período de construção do centro, que ocupará uma área de 20 mil metros quadrados e cuja abertura está prevista para 2009, "os técnicos dos CTT afastar-se-ão do projecto", mas voltarão a "acompanhar a fase de instalação dos equipamentos" para automatização do tratamento do correio, esclareceu Carlos Silva.

"Há quem não tenha consciência disso, mas estamos entre as 20 e tal maiores empresas de correios no mundo e de facto somos bons naquilo que fazemos", afirmou Carlos Silva, quando questionado pelos trunfos dos CTT quando participa nestes concursos internacionais.

"Vimos de um país médio, com capacidade para estabelecer boas relações bilaterais e que não tem a veleidade de impor soluções tecnológicas nacionais", reforçou o responsável.


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