Cuba lidera crescimento na América Latina e Caraíbas
Cuba lidera este ano o crescimento econ ómico na América Latina e Caraíbas, com um aumento do Produto Interno Bruto (PIB ) de 12,5 por cento devido à expansão das relações comerciais exteriores e à pre stação de cuidados médicos.
De acordo com o boletim preliminar da Comissão Económica para a América La tina e Caraíbas (CEPAL), hoje divulgado em Santiago do Chile, o crescimento da e conomia cubana deve-se à ampliação das relações comerciais com a Venezuela e Chi na e ao aumento da venda de serviços profissionais, especialmente da saúde. A subida das exportações de níquel e medicamentos também contribuiu para e ste crescimento.
O PIB cubano tinha crescido 5,4 por cento em 2004 e 11,8 por cento em 2005 , refere o documento da CEPAL, organismo da ONU, acrescentando que o desemprego urbano se manteve inalterável face aos últimos dois anos, na ordem de 1,9 por ce nto.
A CEPAL destaca que a política económica cubana orientou-se no combate à c orrupção, no fortalecimento dos serviços elctro-energéticos, na recuperação do s ector dos transportes, nos avanços dos programas de habitação e na melhoria do n ível de vida da população.
Segundo o boletim informativo sobre as economias das regiões da América La tina e das Caraíbas, o Brasil registou, este ano, um crescimento económico de 2, 8 por cento, tendo a inflação atingido o seu nível mais baixo desde a crise de 1 999, na ordem dos 3,0 por cento.
A CEPAL salientou que, neste país, os salários aumentaram 3,4 por cento, t endo o emprego crescido 3,5 por cento.
O documento esclarece que um dos factores que impulsionaram estes resultad os foi o contexto externo favorável resultante dos elevados preços das matérias- primas exportadas.
As exportações brasileiras aumentaram, este ano, 17,3 por cento, assinala o mesmo organismo.
De acordo com o boletim da CEPAL, as economias do Haiti, Paraguai, Chile, Bolívia, Guatemala, México, Equador, Costa Rica e Uruguai cresceram, este ano, e ntre 2,5 e 7,3 por cento.
A redução do desemprego, o aumento das exportações e das divisas dos emigr antes, a recuperação do consumo e das actividades agrícola, comunicações e const rução, as melhorias nas contas fiscais e a valorização das relações comerciais s ão alguns dos factores que justificam estes valores.
Um dos países da América Latina com maiores índices de desenvolvimento eco nómico, este ano, é também a Argentina, que, nos primeiros nove meses, teve um a umento no PIB de 8,4 por cento face a igual período de 2005, segundo o Instituto Nacional de Estatística argentino.