DECO assume que errou ao incluir água de S. João da Madeira na lista das mais caras

S. João da Madeira, 26 mar (Lusa) - A Câmara Municipal de S. João da Madeira divulgou hoje uma carta em que a Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO) assume ter errado ao incluir a água desse concelho na lista das mais caras do país.

Lusa /

Em causa está a antecipação, na semana passada, da edição de abril da revista Proteste, referindo que os municípios de S. João da Madeira, Trofa, Vila do Conde e Santo Tirso se situavam "no pelotão da frente dos preços mais elevados de água".

A autarquia são-joanense alertou então a associação para o que considera ser um "erro grosseiro" - já que a água distribuída no concelho custa metade do preço apresentado na revista - e a DECO respondeu com um pedido de desculpas, explicando que a incorreção se ficou a dever à "singularidade" da fatura municipal.

"A singularidade do método de faturação de S. João da Madeira, ao conglomerar a tarifa de água e saneamento, não foi devidamente considerada", admite o responsável pelo Centro de Competências, Serviços e Produtos da Deco/Proteste, na carta divulgada pela Câmara Municipal, em comunicado.

"O valor considerado para 2013 engloba o custo a pagar pelo saneamento", continua, "pelo que não se pode comparar com os restantes concelhos".

No comunicado de hoje, a Câmara Municipal de S. João da Madeira esclarece que, na sua fatura global, "o preço da água e saneamento em S. João da Madeira se encontra abaixo da média dos municípios da Área Metropolitana do Porto e do distrito de Aveiro".

No que se refere unicamente à água, o concelho também estará "posicionado no 101.º lugar a nível nacional, de acordo com a última avaliação realizada pela entidade reguladora", pelo que, "mais lamentável que o erro já assumido pela DECO, é o aproveitamento político oportunista que já foi feito [do assunto] por quem sabia perfeitamente que a informação era falsa", sublinha o executivo.

O tema voltará a ser abordado na próxima edição da Proteste, tendo a DECO garantido à autarquia que, além da preparação de uma nota corretiva na revista, já foram tomadas outras previdências com vista a corrigir a situação. Entre essas incluiu-se um destaque para o tema no site da associação e o alerta aos operadores do call-center da DECO, para que possam esclarecer devidamente as dúvidas dos consumidores.

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