Défice comercial dos EUA desce para 25,16 mil milhões de euros, nível mais baixo desde 2009
O défice comercial dos Estados Unidos desceu em outubro, atingindo o nível mais baixo desde junho de 2009, fixando-se em 25,16 mil milhões de euros, de acordo com dados publicados hoje pelo Departamento do Comércio.
Em outubro, o saldo comercial de bens e serviços registou um défice de 29,4 mil milhões de dólares (25,16 mil milhões de euros), ficando abaixo da marca dos 30 mil milhões pela primeira vez em mais de quinze anos, o que representa uma queda de 39% em relação ao mês anterior, que já tinha registado um forte recuo.
Este resultado é também significativamente melhor do que o previsto pelos analistas, que esperavam um aumento do défice para 58,4 mil milhões de dólares (49,98 milhões de euros), de acordo a MarketWatch.
A redução do défice confirma-se há três meses, enquanto os economistas continuam a antecipar um movimento inverso que, por enquanto, tarda em concretizar-se.
Os dados estavam inicialmente previstos para serem publicados mais cedo, mas acabaram por ser adiados por quase um mês devido ao bloqueio orçamental recorde que paralisou a administração americana durante 43 dias.
Em detalhe, as exportações para o mês de outubro aumentaram 2,6% em relação ao mês anterior, já marcado por um forte aumento, ou seja, 7,8 mil milhões de dólares (6,68 mil milhões de euros) adicionais, enquanto as importações caíram 3,2%, ou seja, uma queda de 19,2 mil milhões de dólares (16,43 mil milhões de euros), quase totalmente concentrada nos bens.
O aumento das exportações é particularmente impulsionado pelas matérias-primas, ouro não monetário e outros metais preciosos, enquanto os produtos de consumo e outros bens estão em queda. No que diz respeito aos serviços, as viagens e a propriedade intelectual foram os principais motores.
A queda nas importações é causada, em particular, por uma forte redução nos produtos farmacêuticos, que concentram quase 80% da queda [14,3 mil milhões de dólares (12,24 mil milhões de euros) a menos], enquanto os equipamentos informáticos e de telecomunicações estão em alta. No caso dos serviços, as importações registaram um ligeiro aumento, mais uma vez devido ao turismo.
No que diz respeito à distribuição geográfica, o mês de outubro representa uma forte evolução do défice comercial de bens, com a China a passar a ser apenas o quarto défice mais acentuado num mês para os Estados Unidos, com 13,7 mil milhões de dólares (11,73 mil milhões de euros).
O México, Taiwan e o Vietname são agora os países com os quais os Estados Unidos têm um défice comercial mais acentuado, em aumento nos três casos.
Por outro lado, o défice comercial com a União Europeia (UE) caiu fortemente num mês, para apenas 6,3 mil milhões de dólares (5,39 mil milhões de euros), concentrando-se em particular na Alemanha, Irlanda e França. Por outro lado, os Estados Unidos registam um excedente comercial em relação aos países do Benelux na UE e com a Suíça, o Reino Unido, o Brasil ou a Austrália fora da UE.