Despedimento coletivo na Nokia Portugal acompanhado pela DGERT

por Cristina Santos - RTP
O STT tem "dúvidas da legalidade deste processo" e critica também o critério "de seleção na base do vencimento mais elevado". Pawel Czerwinski - Unsplash

O despedimento de 142 trabalhadores é denunciado pelo Sindicato dos Trabalhadores de Telecomunicações e Comunicação Audiovisual (STT). O sindicato conta que os funcionários da Nokia Portugal receberam a "intenção por escrito no passado dia 22 de fevereiro".

A Direção-geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT) confirma que recebeu a comunicação “de despedimento coletivo da empresa Nokia Portugal". A DGERT adianta à Lusa que está a aguardar “a constituição da comissão representativa dos trabalhadores abrangidos pelo despedimento coletivo”. O objetivo é agendar a “primeira reunião da fase de informações e negociação".

Para além disto, a DGERT está a "articular com o IEFP [Instituto de Emprego e Formação Profissional] para acompanhamento dos trabalhadores envolvidos no despedimento coletivo, caso o mesmo se efetive". Em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores de Telecomunicações e Comunicação Audiovisual (STT) considera que se o despedimento coletivo avançar "além de injusto, (…) terá drásticas consequências em termos de confiança laboral para um conjunto de excelentes profissionais”.

O STT tem "dúvidas da legalidade deste processo”, não aceita os argumente da empresa para avançar com este despedimento coletivo. O sindicato critica também o critério " de seleção na base do vencimento mais elevado”.
O STT afirma que “pode ser considerado um critério discriminatório e, no mínimo, a ultrapassar a fronteira da inconstitucionalidade".

Em 2021, o Governo PS assinou um acordo com a Nokia para a criação de 300 postos de trabalho, considerando a multinacional “uma empresa de referência para o Plano de Ação para a Transição Digital”.


c/ Lusa
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