Deutsche Bank mantém preço-alvo do BCP abaixo do preço de mercado mas sobe recomendação para "manter"
Lisboa, 12 Jun (Lusa) -O Deutsche Bank melhorou a sua análise sobre o Banco Comercial Português (BCP), alterando a recomendação sobre o título de "vender" para "manter", embora sem subir o preço-alvo de 1,50 euros por acção.
Numa nota de "reseach" divulgada hoje, o analista do DB que a acompanha o título BCP, diz que as acções deste banco "estão ainda a ser transaccionadas com um prémio de 15 por cento face aos pares do sector bancário europeu", e por isso mentem o preço-alvo abaixo do valor no mercado.
Às 16:06 as acções do BCP transaccionavam-se a 1,64 euros cada, a subir 1,55 por cento, numa tendência que vem seguindo nas últimas sessões.
Ainda assim, desde o início do ano a acção corrigiu e "está longe do prémio de 40 por cento [comparando com os outros bancos europeus] a que negociava no início do ano", refere o analista, apontando esta razão, entre outras, para melhorar a recomendação.
Outras razões, segundo o DB, para alterar a recomendação de "vender", é que BCP concluiu com êxito o aumento de capital que precisava e "reconstruiu uma posição de capital que era muito fraca".
A instituição financeira reduziu em 27 por cento a sua anterior meta de resultado líquidos para 2010, estando agora mais próxima das estimativas dos analistas, considera ainda o DB.
O analista deixa ainda uma nota sobre o mercado português, mantendo a visão de que " a banca de retalho continua a enfrentar um ambiente difícil".
O DB atribui o seu "price-target" baseado numa avaliação da soma das partes - total de 7,272 mil milhões de euros - avaliando em 5,099 mil milhões a actividade doméstica, 1,428 mil milhões o Bank Millennium da Polónia e 660 milhões a Novabank, na Grécia.
"Na eventualidade de o BCP vir a ser alvo de uma oferta por parte do BPI ou outro operador no mercado, a nossa avaliação pode ser conservadora", diz o analista do DB, mas também aponta riscos de descida, sobretudo decorrentes da situação macro-económica e do "potencial para maior deterioração do mercado do retalho em Portugal".
ANP.