Donald Tsang recusa casinos para Hong Kong

Donald Tsang recusa casinos para Hong Kong

O chefe do Executivo de Hong Kong afastou na quinta-feira a possibilidade da antiga colónia britânica autorizar a construção de casinos, sublinhando que também o faz para manter a prosperidade de Macau.

© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. / Adicionar como fonte informativa

"Com as nossas capacidades de gestão e de administração, julgo que poderíamos construir esse tipo de infra-estrutura (casinos) mas tal seria certamente em prejuízo do desenvolvimento de Macau", afirmou Donald Tsang, depois de sublinhar um "não" à possibilidade de Hong Kong entrar no mercado do sector do jogo.

A defesa da abertura de espaços de jogo em casino em Hong Kong tem sido sustentada por vários sectores da sociedade, nomeadamente os operadores de turismo, que verificam no desenvolvimento do sector em Macau uma oportunidade de mais negócios.

Mesmo assim, Donald Tsang recusa a ideia de avançar para o sector para competir com Macau que, com a liberalização do sector do jogo, se transforma numa cidade de turismo, convenções e exposições, uma das atracções de Hong Kong.

Com a abertura, no final de Agosto, do The Venetian, um resort integrado de hotel, espaços comerciais com diversas lojas de renome internacional, o maior casino do mundo e zona de convenções e exposições com cerca de 110.000 metros quadrados, Macau tem conquistado mercado turistico tradicionalmente ligado a Hong Kong e possui num único espaço mais do dobro da área de convenções da principal infra-estrutura do sector da antiga colónia britânica - o Centro de Convenções no centro da cidade.

Mesmo com o desenvolvimento de Macau, Donald Tsang entende não ser esse o caminho que Hong Kong deve seguir, e sustenta que as duas Regiões Administrativa Especiais não devem "entrar nesse tipo de competição".

Depois de se ter afirmado em 2006 como capital mundial do Jogo ao registar quase 6.000 milhões de euros de receitas brutas nos casinos locais - sobre as quais recaem quase 40 por cento de impostos para o Governo -, Macau tem vindo a reforçar essa posição em 2007 com as receitas do sector a crescerem mais de 45 por cento até ao final de Setembro numa altura em que a cidade tem 27 casinos, entre os quis os dois maiores do mundo, propriedade da norte-americana Las Vegas Sands.

Actualmente o mercado do jogo de Macau é explorado por seis empresas, das quais apenas o consórcio entre Pansy Ho, filha de Stanley Ho, e a americana MGM não está no mercado devendo, no entanto, abrir o seu primeiro hotel/casino até ao final do ano.


PUB