Economia
Donos chineses da Fidelidade andam à caça de unicórnios
O grupo chinês Fosun propõe-se “procurar e desenvolver unicórnios”, expressão reservada às startups com uma valorização acima dos mil milhões de dólares. Isto para que a entidade detentora, em Portugal, da seguradora Fidelidade possa tornar-se um “unicórnio gigante”. O projeto tem a assinatura do fundador Guo Guangchang.
O plano está escrito. Consta de uma mensagem do presidente do grupo Fosun, ou “Warren Buffet da China”, como é ciclicamente apelidado.Facebook, Snapchat, Dropbox ou mesmo a aplicação de transporte Uber são alguns dos unicórnios mais salientes à escala global.
“O Fosun eventualmente tornar-se-á um unicórnio gigante com imenso poder”, escreve Guo Guangchang no texto endereçado aos investidores, cujo conteúdo é citado pela Lusa.
A agência de notícias obteve o relatório anual do consórcio chinês dono da Fidelidade, no qual a expressão unicórnio é repetida em quase duas dezenas de ocasiões.
“O Fosun acredita que, para além das empresas da Internet, pode ser criado um conjunto de negócios unicórnio nos sectores das finanças, saúde, entretenimento, inovação e indústrias transformadoras”, enuncia a cúpula do grupo.
O grupo e a própria Fidelidade lançaram em 2015 o programa Protechting, que se destina a impulsionar as designadas startups. Os projetos finalistas terão como prémio uma deslocação à China, em junho.
Um colosso
Nascido no início dos anos de 1990 em Xangai, coração económico e financeiro da China, o grupo Fosun, com braços estendidos aos sectores dos seguros, saúde, indústria farmacêutica, turismo e imobiliário, encaixou no ano passado um acréscimo de 17,3 por cento nos lucros, que alcançaram os 8.040 milhões de yuan, equivalentes a 1.098 milhões de euros.Além da China continental, o grupo Fosun tem participações em seguradoras de Hong Kong, da Europa e dos Estados Unidos.
De resto, no final do ano passado, os ativos deste conglomerado chinês no ramo das seguradoras ultrapassavam os 24.672 milhões de euros. É praticamente metade do valor do grupo: 44,6 por cento.
Só nos seguros, os lucros foram de 2.100 milhões de yuan, ou 287 milhões de euros. O que traduz um crescimento de 88,4 por cento face ao ano anterior, 2014.
O Fosun incrementou também em 2015 a participação na Fidelidade para 84,985 por cento; em dezembro o negócio dos chineses nos seguros em Portugal – que abarcam 80 por cento da Multicare e Fidelidade Assistência - receberam uma injeção de 500 milhões de euros.
Num insólito caso de desaparecimento em ação, Guo Guangchang, número 270 na lista de magnatas da revista Forbes, foi detido em dezembro pelas autoridades chinesas para colaborar uma investigação de contornos turvos. Reapareceria alguns dias mais tarde. Numa reunião do grupo.
c/ Lusa
“O Fosun eventualmente tornar-se-á um unicórnio gigante com imenso poder”, escreve Guo Guangchang no texto endereçado aos investidores, cujo conteúdo é citado pela Lusa.
A agência de notícias obteve o relatório anual do consórcio chinês dono da Fidelidade, no qual a expressão unicórnio é repetida em quase duas dezenas de ocasiões.
“O Fosun acredita que, para além das empresas da Internet, pode ser criado um conjunto de negócios unicórnio nos sectores das finanças, saúde, entretenimento, inovação e indústrias transformadoras”, enuncia a cúpula do grupo.
O grupo e a própria Fidelidade lançaram em 2015 o programa Protechting, que se destina a impulsionar as designadas startups. Os projetos finalistas terão como prémio uma deslocação à China, em junho.
Um colosso
Nascido no início dos anos de 1990 em Xangai, coração económico e financeiro da China, o grupo Fosun, com braços estendidos aos sectores dos seguros, saúde, indústria farmacêutica, turismo e imobiliário, encaixou no ano passado um acréscimo de 17,3 por cento nos lucros, que alcançaram os 8.040 milhões de yuan, equivalentes a 1.098 milhões de euros.Além da China continental, o grupo Fosun tem participações em seguradoras de Hong Kong, da Europa e dos Estados Unidos.
De resto, no final do ano passado, os ativos deste conglomerado chinês no ramo das seguradoras ultrapassavam os 24.672 milhões de euros. É praticamente metade do valor do grupo: 44,6 por cento.
Só nos seguros, os lucros foram de 2.100 milhões de yuan, ou 287 milhões de euros. O que traduz um crescimento de 88,4 por cento face ao ano anterior, 2014.
O Fosun incrementou também em 2015 a participação na Fidelidade para 84,985 por cento; em dezembro o negócio dos chineses nos seguros em Portugal – que abarcam 80 por cento da Multicare e Fidelidade Assistência - receberam uma injeção de 500 milhões de euros.
Num insólito caso de desaparecimento em ação, Guo Guangchang, número 270 na lista de magnatas da revista Forbes, foi detido em dezembro pelas autoridades chinesas para colaborar uma investigação de contornos turvos. Reapareceria alguns dias mais tarde. Numa reunião do grupo.
c/ Lusa