Economia
Duodécimos significam mais dinheiro e menos impostos
Com a indefinição política que existe em Portugal nesta altura, é certo que o país vai começar o próximo ano sem Orçamento do Estado aprovado. Vigorarão as regras do OE2015, mas em regime de duodécimos, e muitas das medidas emblemáticas do governo PSD/CDS extinguem-se no último dia deste ano.
Foto: Reuters/Dado Ruvic
De 31 de dezembro para um de janeiro, acabam os cortes salariais na Função Pública, as pensões são atualizadas e os apoios sociais aumentam.
No entanto, de acordo om o Conselho de Finanças Públicas, a pressão destas alterações sobre a despesa do Estado será absorvida pelo crescimento da Economia, pelo que o grande desafio para o cumprimento das metas do défice em 2016 está na previsão de receita, que também será afetada pela ausência de Orçamento do Estado: a sobretaxa de IRS desaparece, tal como as taxas sobre a Banca e Energia e ainda metade dos cortes nas reformas mais altas.
Com esta quebra na receita, o défice orçamental pode ressentir-se, aumentando.
Os atrasos provocados pela indefinição política gerada após as eleições de outubro significam que o Orçamento do Estado para 2016 não entrará em vigor antes de maio, qualquer que seja o governo que estiver em funções.