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Durão Barroso na presidência do Goldman Sachs para a era Brexit

por Paulo Alexandre Amaral - RTP
Durão Barroso antecedeu Jean-Claude Juncker na presidência da Comissão Europeia Christian Hartmann - Reuters

O Goldman Sachs acaba de confirmar via Twitter que o antigo primeiro-ministro português e ex-presidente da Comissão Europeia vai ser presidente não-executivo e consultor do banco.

O próprio Goldman Sachs confirmou ao início da tarde que Barroso vai integrar os quadros do grupo.




O Financial Times garante que o banco contratou Barroso para ajudar a instituição no período que se aproxima do Brexit, a decisão dos britânicos de abandonar a União Europeia.

"A sua perspetiva, capacidade de avaliação e aconselhamento irão acrescentar muito valor ao Conselho de Administração da Goldman Sachs International, à Goldman Sachs, aos seus acionistas e trabalhadores", sublinha a nota do Goldman Sachs que anuncia a mudança de Barroso para o banco, acrescentando dados biográficos da vida do ex-homem forte de Bruxelas.

O próprio Durão Barroso terá já garantido ao FT que tudo fará “para mitigar os efeitos negativos” que poderão advir do processo do Brexit. Em causa está a futura localização das bases da banca agora sedeadas no Reino Unido. Com a saída da União, os bancos poderão ter de buscar outros locais que não, por exemplo, a City de Londres.

“É verdade que conheço bem a UE e relativamente bem o Reino Unido. Se o meu aconselhamento puder ser útil, claro que estou pronto para dar a minha contribuição”, respondeu Barroso ao FT.

Peter Sutherland, antigo chairman do banco, afirmou que, “nestes tempos de monumental mudança e incerteza, os seus avisos e aconselhamento serão muito importantes”.

De acordo com semanário Expresso, “o nome de Durão Barroso já foi sujeito a aprovação dos vários reguladores financeiros britânicos, tendo nomeadamente sido sujeito a inquirições no Banco de Inglaterra”.

A TSF avança que o ex-presidente da Comissão Europeia vai ser o novo "chairman" deste grupo financeiro multinacional.

Considerado um dos maiores bancos de investimento do mundo, pelo Goldman Sachs já passaram portugueses como é o caso de José Luís arnaut, António Borges, António Horta Osório ou Carlos Moedas.
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