Economia
Economia da Grécia cresce
Os números hoje divulgados pelo Eurostat dão conta de um crescimento de 0,8 por cento da economia grega no primeiro quadrimestre de 2011. Qualquer triunfalismo seria, contudo, prematuro: a Grécia surpreende pelo crescimento da economia, mas também da dívida. A terapia de choque receitada pelo FMI não saneou as finanças do país. O resto da Europa vai, segundo o relatório, de vento em popa, com forte impulso franco-alemão.
Nas projecções quadrimestrais do Eurostat, o departamento de
estatísticas da Comissão Europeia, o crescimento de 0,8 por cento do PIB grego ficou na média - também 0,8 por cento - dos 17 países da zona euro. A surpresa foi considerável, porque a expectativa era, no caso grego, de um crescimento negativo - ou seja, de o país ser considerado em recessão.
A má notícia é que a dívida grega também continuou a crescer muito mais do que se esperava: a taxa de endividamento continua alta, tendo apenas descido de 9,5 para 9,3 por cento do PIB. Por este andar, a dívida acumulada, que chegara a 2011 a valer 158 por cento do PIB, terá crescido para 165 por cento no final de 2011 - uma grave entorse ao preceito da União Europeia, segundo o qual essa dívida não deve exceder 60 por cento do PIB.
Acima da média dos 17 está o crescimento das duas grandes locomotivas da Europa - a Alemanha com um crescimento económico de 1,5 por cento e a França com 1,0 por cento.
Segundo o comissário Oli Rehn, citado em Der Spiegel, "a principal mensagem do nosso prognóstico [é que] o crescimento económico da Europa tem uma base sólida e vai continuar, apesar das mais recentes turbulências externas e das tensões nos mercados da dívida pública".
Portugal é o único país com crescimento negativo, antes ainda de se fazer sentir o efeito recessivo das medidas constantes do acordo com a "troika". O recuo do PIB português - 0,7 por cento - é quase tão significativo como o crescimento médio do PIB na zona euro.
A economia italiana, a terceira mais importante da zona euro, foi a que ficou mais próxima da recessão, sem ter transposto o limiar crítico, com um insignificante crescimento de 0,1 por cento. A economia espanhola apresentou também um crescimento muito fraco, na ordem dos 0,3 por cento, mas apesar de tudo acima das negras expectativas existentes neste caso.
A má notícia é que a dívida grega também continuou a crescer muito mais do que se esperava: a taxa de endividamento continua alta, tendo apenas descido de 9,5 para 9,3 por cento do PIB. Por este andar, a dívida acumulada, que chegara a 2011 a valer 158 por cento do PIB, terá crescido para 165 por cento no final de 2011 - uma grave entorse ao preceito da União Europeia, segundo o qual essa dívida não deve exceder 60 por cento do PIB.
Acima da média dos 17 está o crescimento das duas grandes locomotivas da Europa - a Alemanha com um crescimento económico de 1,5 por cento e a França com 1,0 por cento.
Segundo o comissário Oli Rehn, citado em Der Spiegel, "a principal mensagem do nosso prognóstico [é que] o crescimento económico da Europa tem uma base sólida e vai continuar, apesar das mais recentes turbulências externas e das tensões nos mercados da dívida pública".
Portugal é o único país com crescimento negativo, antes ainda de se fazer sentir o efeito recessivo das medidas constantes do acordo com a "troika". O recuo do PIB português - 0,7 por cento - é quase tão significativo como o crescimento médio do PIB na zona euro.
A economia italiana, a terceira mais importante da zona euro, foi a que ficou mais próxima da recessão, sem ter transposto o limiar crítico, com um insignificante crescimento de 0,1 por cento. A economia espanhola apresentou também um crescimento muito fraco, na ordem dos 0,3 por cento, mas apesar de tudo acima das negras expectativas existentes neste caso.