Edifício Caleidoscópio, em Lisboa, transformado em centro académico em 2016

Lisboa, 14 ago (Lusa) -- O Edifício Caleidoscópio, situado no Campo Grande (Lisboa), vai dar origem a um centro académico aberto 24 horas no próximo ano, disse hoje à Lusa o reitor da Universidade de Lisboa, entidade que irá gerir o espaço.

Lusa /

"As obras já começaram, no início de agosto, e deverão estar terminadas daqui a oito meses", referiu António Cruz Serra, indicando que será necessário mais um mês, após o final dos trabalhos, para equipar o espaço.

Neste edifício, abandonado há vários anos no Jardim do Campo Grande, funcionou um centro comercial e uma sala de cinema.

Vai agora ser convertido num "grande espaço de estudo aberto 24 horas", com mesas, cadeiras, computadores e rede `wi-fi`.

Terá também "uma pequena sala de espetáculos e um conjunto de infraestruturas que podem ser usadas por grupos de alunos e associações de estudantes" que queiram ali realizar iniciativas, assinalou António Cruz Serra.

Em 2010, a autarquia da capital e a Universidade de Lisboa assinaram um protocolo para requalificação do edifício Caleidoscópio, que o município cedeu por 50 anos.

Na altura, previa-se que a reabilitação estivesse concluída até ao primeiro semestre de 2012, com a universidade a encarregar-se dos encargos com a sua manutenção.

António Cruz Serra explicou que, desde essa altura, têm vindo a realizar-se os projetos e os concursos públicos e tem sido criado um modelo de investimento.

"Quem vai pagar as obras é a McDonald`s [empresa de restauração], à qual será feita uma concessão de espaço, correspondente a 23% do edifício", apontou o reitor, falando em custos de dois milhões de euros com a reabilitação.

Acresce o valor dos equipamentos a colocar no centro, mas trata-se de um "investimento limitado" e "sem grande impacto", segundo António Cruz Serra.

No que toca à reabilitação, "foi vista com muito cuidado pelos serviços da Câmara, da Universidade e da McDonald`s", salientou, assegurando que a estrutura do edifício "vai ser completamente preservada do ponto de vista arquitetónico".

O reitor disse ainda que não haverá demolições.

Dada a proximidade à Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, à Cidade Universitária e a outras instituições de ensino superior da capital, o reitor acredita que este "vai ser um espaço usado por todos os estudantes universitários de Lisboa" sem "qualquer limitação", até porque o centro académico estará disponível para os alunos que não sejam da Universidade de Lisboa.

"É muito importante os alunos terem espaços para estudar", concluiu António Cruz Serra.

 

 

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