EDP ajuda a recuperar esta aldeia transmontana do Douro Internacional

Miranda do Douro, Bragança, 11 Mar (Lusa) - A aldeia de Picote, no Nordeste Transmontano, onde está instalada uma das mais emblemáticas barragens do Douro Internacional, está a ser alvo de um projecto de recuperação em parceria com a EDP, divulgaram hoje responsáveis locais.

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O propósito é dotar a freguesia de infra-estruturas modernas respeitando a traça original e valorizando o que é tradicional, defenderam a associação local FRAUGA e a junta de freguesia.

Estas duas entidades são as responsáveis locais pelas intervenções previstas no âmbito da iniciativa "Núcleo Rural das Arribas", que abrange mais duas aldeias mirandesas, Sendim e Atenor.

O projecto, que é coordenado pela CORANE, a associação para o desenvolvimento dos municípios da raia nordestina, conseguiu reunir para Picote várias parcerias e patrocínios, nomeadamente de empresas públicas como a EDP.

A eléctrica nacional está ligada a esta aldeia pela barragem de Picote que deu origem à povoação anexa do Barrocal do Douro, construída no final da década de 1950, por causa da barragem.

O conjunto está, há vários, para ser classificado pela sua importância, pois é considerado um exemplo da arquitectura moderna portuguesa.

A "aldeia-mãe" (Picote) prepara-se para criar novos atractivos, recuperando o que é tradicional e valorizando o seu potencial turístico.

Segundo disse à Lusa Jorge Lourenço, da associação de FRAUGA, que em mirandês significa fraga, as intervenções previstas são apresentadas quarta-feira.

A cerimónia decorrerá na sede desta associação constituída por jovens apostados em dinamizar a aldeia, que tem menos de 500 habitantes.

O projecto orçado em 700 mil euros incide no núcleo antigo da localidade com apoios a particulares para a recuperação de fachadas de traça tradicional.

Prevê também soterrar o emaranhado de fios da iluminação pública e telecomunicações para respeitar o ambiente e a ruralidade desta aldeia do Planalto Mirandês.

Os promotores querem ainda requalificar espaços públicos, abrir um centro cultural num edifício antigo e construir um centro de interpretação e eco-museu alusivos aos diferentes elementos da Natureza.

Outras acções visam reabilitar o local arqueológico conhecido como Castro do Castelhar e o arranjo da envolvente do ribeiro que alimentava as pequenas hortas comunitárias.

O Núcleo Rural das Arribas vai também permitir concluir a toponímia em mirandês, 12 anos depois desta aldeia ter sido pioneira a identificar, nas suas ruas, a segunda língua oficial de Portugal.

Está também prevista a criação de itinerários temáticos sobre agricultura, ambiente, turismo e cultura.

HFI.


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