EDP deve desistir do direito de veto ou vender Tejo Energia e Turbogás

O governo português quer que a EDP- Energias de Portugal desista do direito de veto nas concorrentes Tejo Energia e Turbogás ou venda a sua posição nas eléctricas, afirmou hoje o ministro das Actividades Económicas, Álvaro Barreto.

Agência LUSA /

O ministro, que falava num encontro promovido pela Câmara de Comércio Luso-britânica, quer assegurar que há efectiva concorrência no mercado de energia, especialmente nos três anos após a concretização do Mercado Ibérico de Electricidade, esperado para o próximo ano.

A EDP possui 10 por cento do capital da Tejo Energia e 20 por cento da Turbogás, participações que lhe dão direito de veto sobre as decisões das eléctricas.

O ministro lembrou que, no âmbito do acordo parassocial, se a Tejo Energia quiser avançar com a construção de uma central de ciclo combinado terá de ter o voto unânime dos accionistas e, nesse caso, a EDP pode opor-se a que haja mais um concorrente nessa área.

A EDP adquiriu recentemente uma opção de compra de 20 por cento da Turbogás, o que lhe permitirá passar a deter 40 por cento da produtora, detentora da central de ciclo combinado a gás da Tapada do Outeiro.

A EDP desistiu de exercer o seu direito de preferência na compra dos 75 por cento que a alemã RWE tinha acordado vender à International Power (IP).

A International Power passará a controlar a empresa, com 55 por cento, e os restantes 5 por cento são detidos pela Koch.

A Tejo Energia é detida a 45 por cento pela International Power, a 35 por cento pela Endesa, a 10 por cento pela EDF e os outros 10 por cento pela EDP.

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