EDP Renováveis disponível para participar no reforço do solar em Portugal
Lisboa, 24 fev (Lusa) -- A EDP Renováveis aguarda que o Governo defina as metas para a energia solar para participar no reforço da capacidade instalada em Portugal, disse o presidente da empresa, João Manso Neto, à Lusa.
"O Governo vai ter que definir as metas e em função disso, do ponto de vista concetual, faz todo o sentido reforçar", afirmou Manso Neto, realçando que o investimento na produção fotovoltaica passou a ser competitivo pela redução do custo da tecnologia.
Em declarações à Lusa, Manso Neto admitiu que a EDP Renováveis tem "margem para participar" nesse reforço da potência instalada, o que poderá integrar o plano de negócios da empresa para 2016/2020, que deverá ser apresentado em maio.
De acordo com a proposta de Grandes Opções do Plano (GOP) para 2016-2019, o Governo liderado por António Costa considera prioritários os investimentos na energia solar, referindo que deve ser encarada como um bem transacionável, numa lógica de exportação.
No curto prazo, o crescimento da empresa do grupo EDP -- que cresceu 15% por ano nos últimos cinco anos -- será impulsionado sobretudo pelos Estados Unidos, o Brasil e o México, sendo a Europa um mercado importante no médio e longo prazo, devido aos objetivos ambiciosos definidos para a produção renovável, disse o responsável à Lusa.
A EDP Renováveis apresentou um lucro líquido de 167 milhões de euros em 2015, mais 41 milhões do que em 2014, graças sobretudo a um aumento médio das vendas, anunciou hoje a empresa.
Em comunicado divulgado na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a EDP Renováveis refere que, em termos ajustados, o aumento dos seus resultados líquidos foi de 13%.
A empresa apresentou, em 2015, um resultado operacional (EBIT) de 578 milhões de euros, o que representa uma melhoria de 37% face ao ano anterior.
O crescimento dos resultados é explicado pela EDP Renováveis com um aumento médio das vendas de 9% em 2015, tendo obtido um total de 1,5 mil milhões de euros em receitas, ou seja, mais 21% do que em 2014.
As ações da EDP Renováveis fecharam hoje a perder 2,32% para os 6,28 euros.