EDP revê em alta metas para 2026 e prevê lucro de até 1.500 ME
A EDP reviu em alta as metas financeiras para este ano, prevendo agora um lucro recorrente de 1.400 a 1.500 milhões de euros e um EBITDA recorrente de 5.400 milhões, 16% acima do apontado há um ano.
Falando numa `conference call` com analistas para apresentação dos resultados até setembro, o presidente executivo (CEO) da EDP, Miguel Stilwell d`Andrade, salientou tratar-se da terceira revisão em alta das metas para 2026, depois das já feitas com os resultados do primeiro e do segundo trimestres.
A revisão em alta do `guidance` agora feita para a totalidade deste ano representa um aumento de 16% face às previsões apresentadas em novembro de 2025 no Capital Markets Day (CMD), em que a elétrica esperava para 2026 um resultado líquido recorrente de 1.200 a 1.300 milhões de euros e um resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) recorrente de 4.900 a 5.000 milhões.
Relativamente aos resultados dos primeiros nove meses do ano, Miguel Stilwell d`Andrade destacou que o aumento homólogo de 11% do EBITDA recorrente para 4.166 milhões de euros e a subida de 22% do lucro para 1.191 milhões evidenciam "um desempenho realmente sólido" da empresa, "sustentado por contribuições positivas em todas as principais plataformas de negócio".
"De um modo geral, estes resultados demonstram uma execução operacional muito sólida em todo o grupo. Traduzem-se num crescimento do EBITDA e num crescimento de dois dígitos do resultado líquido, reforçando a nossa confiança na concretização dos nossos objetivos para 2026", sustentou.
"Estamos claramente muito satisfeitos com o desempenho em 2026. Penso que a revisão em alta das previsões reflete uma boa execução nas diferentes áreas de negócio, mas também nos dá maior confiança quando olhamos para 2027 e 2028", acrescentou, concretizando que "a procura de eletricidade está novamente a crescer, impulsionada pela eletrificação da indústria e pelos centros de dados, o que criará oportunidades de investimento adicionais nas redes e reforçará também a necessidade de alguma produção de energia renovável".