Eixo Atlântico "vigilante" na defesa da modernização da Linha do Minho

Braga, 12 fev (Lusa) - O Eixo Atlântico garantiu estar "vigilante" para que o Governo português cumpra o compromisso assumido na modernização da Linha do Minho e assumiu apoio "claro e nítido" para colocar o caminho português de Santiago "ao nível do francês".

Lusa /

Em Braga, numa assembleia geral que elegeu o alcaide da Corunha, Javier Losada, como o novo presidente do Eixo Atlântico, substituindo o autarca de Viana do Castelo, José Maria Costa, foi ainda dado apoio "unânime" pelas 35 cidades que compõe a organização à candidatura do Bom Jesus de Braga a património da Humanidade.

Presente na sessão de encerramento da reunião, o ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Poiares Maduro, apontou o exemplo do Eixo, uma organização transfronteiriça entre o Norte de Portugal e a Galiza, como "exemplo" da cooperação territorial que "merecem" o apoio do Governo português.

"Assumimos aqui, hoje, o compromisso com a modernização da linha do Minho e de continuar vigilantes com os compromissos assumidos pelo primeiro ministro de Portugal, nomeadamente a abertura dos concursos para as empreitadas antes do fim de março", apontou o secretário-geral do Eixo Atlântico, Xuan Mao, na explicação das conclusões da reunião.

O objetivo, lembrou, é que "em 2017 haja um comboio moderno que ligue Porto e Vigo em 90 minutos com paragens irrenunciáveis nos três principais centros de desenvolvimento económico: Braga/Nine, Barcelos e Viana do Castelo".

Sobre o compromisso de Pedro Passos Coelho, já à margem da reunião, Poiares Maduro garantiu que "está assumido e será cumprido dentro do plano que está estabelecido" e que "não há razão para colocar em causa esse compromisso".

Além da questão do comboio que vai ligar o Porto a Vigo, o Eixo Atlântico assumiu o apoio a causa do Norte de Portugal.

"Ficou aqui expresso o compromisso claro e nítido do Eixo Atlântico com o caminho português de Santiago nas suas três rotas: a rota da costa, a rota central e a rota do interior. E ainda o apoio à candidatura do Bom Jesus a património da Humanidade", enumerou Xuan Mao.

Aliás, disse, no âmbito do caminho de Santiago, "o objetivo é elevar a rota portuguesa ao nível da rota francesa até ao próximo ano Jacobeu, em 2021".

Poiares Maduro fez questão de realçar o papel de iniciativas como o Eixo Atlântico, formado em 1992, na "cooperação territorial", iniciativas que, disse, o Governo pretende "promover no âmbito do próximo ciclo de fundos europeus", Portugal 2020.

"Esta cooperação é um aspeto que temos que potenciar porque permite partilhar infraestruturas, equipamentos, partilhar serviços ao nível transfronteiriço, permite também, frequentemente, ganhar escala, por exemplo ao nível das universidades, da investigação científica, até da cooperação entre pequenas e medias empresas", salientou.

Assim, disse, "a coesão territorial e a correção das assimetrias regionais são um designo deste Governo plasmado na proposta de parceria que submetida à Comissão Europeia para o próximo ciclo de programação de fundos europeus", na qual se "reconhece a importância da cooperação territorial europeia para a sua concretização e se assume a necessidade de uma forte politica de coesão".

Ainda sobre os próximos fundos europeus, o ministro garantiu que haverá "um reforço muito grande da descentralização, desde logo pelo reforço dos programas regionais".

Quanto às críticas ao quadro de apoios desenhado pelo Governo, Poiares Maduro disse ser "natural" alguma "inquietação" por parte dos autarcas.

"Numa altura em que ainda não se sabe quais são os projetos apoiados, é natural que haja alguma inquietação por parte de muitos autarcas que estabeleceram e tem promessas", referiu.

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