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"Empatia e compreensão" do Governo. Conselho de Ministros aprova apoios para setor agrícola

"Empatia e compreensão" do Governo. Conselho de Ministros aprova apoios para setor agrícola

O Conselho de Ministros aprovou um pacote de 80 milhões em apoio para o setor agrícola, um dos mais afetados pelo mau tempo e pelos conflitos. No final da reunião, o primeiro-ministro garantiu "empatia e compreensão" do Governo para com as dificuldades de cidadãos e empresas perante o aumento do custo de vida, dizendo que os apoios serão dados com "moderação e responsabilidade".

RTP /
Nuno Veiga - Lusa

Além do comboio de tempestades que assolou o país, a escalada da guerra no Médio Oriente está a afetar os setores primários, como a agricultura e a agropecuária. O Conselho de Ministros aprovou, por isso, um apoio de 20 milhões para os sistemas de produção afetados pelo aumento dos custos e outro de 60 milhões para a reabilitação do regadio. 

“Tomámos decisões importantes nos setores primários”, afirmou Luís Montenegro na Ovibeja, após a reunião de Conselho de Ministros.

“O setor primário (...) é um setor estratégico da nossa economia”, porque, segundo o primeiro-ministro, é a “garantia de que nós temos mais segurança e autonomia alimentar (...), porque são a forma de nós aproveitarmos os nossos recursos naturais, porque são o caminho de afirmar os projetos de vida de muitas pessoas".

O Governo aprovou, esta quinta-feira, um apoio com um valor total de 20 milhões de euros destinados a compensar os sistemas de produção agrícola mais afetados pelo aumento dos custos de fertilizantes e energia, devido à guerra no Irão.

Na conferência de imprensa, Montenegro anunciou ainda um apoio excecional de 60 milhões para a reabilitação das infraestruturas hidroagrícolas afetadas pelo mau tempo que assolou Portugal continental em janeiro e fevereiro.
O chefe do Governo disse também que os apoios, apesar de serem ações conjunturais, são fundamentais para que os setores agrícola e de agropecuária possam enfrentar "com maior robustez os desafios" criados pelo mau tempo e pela guerra entre os EUA e Israel contra o Irão.

No final da reunião, o primeiro-ministro garantiu "empatia e compreensão" do Governo para com as dificuldades de cidadãos e empresas perante o aumento do custo de vida, dizendo que os apoios serão dados com "moderação e responsabilidade". 
Macário Correia na liderança do programa "Água que Une"

O primeiro-ministro indicou que o antigo autarca e governante Macário Correia vai liderar a empresa Aqua SA que vai gerir e executar os projetos da estratégia “Água que Une".

A criação da empresa para gerir os projetos neste setor já tinha sido anunciada no início de outubro pela ministra do Ambiente e Energia.

Montenegro destacou “a confiança na capacidade executiva de realização e conhecimento” do antigo secretário de Estado do Ambiente, que foi também presidente das Câmaras de Tavira e de Faro, no Algarve.

“Basta conhecê-lo para saber que, a partir de hoje, os senhores ministros vão ter que se haver para responder rapidamente a todas as solicitações e todos os outros departamentos com os quais se vai cruzar. Faz parte da idiossincrasia dele e faz parte do espírito que nós queremos de resolver, de acelerar”, disse.

Montenegro comparou a aposta do atual Governo na estratégia “Água que une” – com mais de 1.500 milhões de euros a serem executados atualmente – com a visão do antigo primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva quando avançou para a construção da barragem do Alqueva.

“O Alqueva é um magnífico projeto que está em desenvolvimento e que corresponde a esta visão estratégica. Esteve várias vezes bloqueado, adiado, até que em 1995 o professor Cavaco Silva teve precisamente a visão e a coragem de, por assim dizer, rematar a baliza e criar a comissão instaladora da empresa do Alqueva e a partir daí colocar em funcionamento todo este perímetro de desenvolvimento”, recordou.

Segundo o primeiro-ministro, o atual executivo PSD/CDS-PP está “exatamente nessa senda”, com a estratégia “Água que Une”, de gestão de todos os recursos hídricos de norte a sul do país, direcionada “para garantir que a água não falta nos sítios onde tradicionalmente há mais possibilidade de isso acontecer”.


C/Lusa

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