Empresa de Mora já exporta mais de 90 por cento da produção para vários países europeus
Mora, 14 mar (Lusa) - Uma empresa transformadora do setor do tomate instalada em Mora (Évora), a Sopragol, já exporta mais de 90 por cento da sua produção para vários países da Europa, avançou hoje à Agência Lusa um administrador.
Carlos Duarte adiantou que a empresa exporta, sobretudo, para Espanha, França, Alemanha, Rússia, Inglaterra, Holanda, Suécia e Dinamarca.
Segundo o administrador, a empresa vai passar a apostar também no mercado africano, sobretudo em países do norte e centro daquele continente, para aumentar as exportações, que já atingem mais de 90 por cento.
Carlos Duarte referiu ainda que a produção da empresa atingiu em 2011 os 106 milhões de quilos de tomate transformado.
Vocacionada para a produção de diversos produtos derivados do tomate, a empresa emprega cerca de 50 pessoas, mas no período da campanha nos meses de agosto e setembro chega a atingir 300 empregados, indicou o administrador.
Com uma capacidade de transformação superior a 2.200 toneladas/dia de tomate fresco, a única empresa transformadora deste setor instalada em Mora produz concentrados, triturados, passatas, cubos e molho para pizza.
Fundada em 1965, foi no ano seguinte que a empresa iniciou a sua atividade de transformação de tomate fresco.
Em 2008, o grupo Conesa, de Espanha, um dos maiores grupos empresariais do setor do tomate a nível europeu, passou a ser o maior acionista da Sopragol.
Sobre o atual momento do setor, António Praxedes, também administrador da Sopragol, lembrou que os produtores de tomate tiveram até 2011 uma ajuda ligada à produção, através dos fundos comunitários.
A partir deste ano, explicou o responsável, os produtores recebem "uma ajuda desligada completamente da produção, o que poderá comprometer o setor".
"Há uma desmotivação grande dos produtores de tomate", salientou António Praxedes, defendendo que "as ajudas deveriam continuar ligadas à produção", para "uma motivação" desta atividade.
O administrador da empresa realçou que "este é um setor que tem condições para se desenvolver em Portugal", e, por este motivo, "deve ser preservado".