Empresa de produção de plantas em Coimbra com prejuízos acima de 3 ME

Empresa de produção de plantas em Coimbra com prejuízos acima de 3 ME

Uma empresa dedicada à produção de plantas ornamentais em Coimbra estimou hoje prejuízos acima de três milhões de euros (ME) devido às cheias na margem direita do rio Mondego.

Lusa /

"Não há nada para recuperar", afirmou à agência Lusa Jonas Cordes, sócio-gerente da Flora Atlantic Plants, empresa produtora e exportadora de plantas ornamentais.

As estimativas apontam para prejuízos "acima dos três milhões [de euros], no mínimo", segundo o responsável, que ainda não conseguiu aceder às instalações e avaliar todos os danos.

O viveiro, com 7,5 hectares, está localizado a algumas centenas de metros do dique dos Casais, em Coimbra, que rebentou no dia 11, alagando a margem direita.

Através de imagens aéreas, Jonas Cordes viu que a exploração "ainda está debaixo de água" e que há "muita areia dentro do terreno".

"Não vai ser possível continuar a atividade antes de limpar todo o espaço e isso pode durar por muitos, muitos meses".

Sem produtos para vender, sem instalações operacionais e sem capital para recuperar a atividade, Jonas Cordes disse que a empresa precisa "de apoios" para voltar a laborar.

"A ideia é continuarmos, mas também depende dos apoios. Se não conseguirmos ter apoios, não há possibilidade de voltar à atividade. E todos os funcionários vão ficar sem trabalho", referiu.

A empresa funciona desde 2023 e emprega quatro trabalhadores diretos e 10 indiretos.

No dia em que o dique do Mondego rebentou, quatro trabalhadores ficaram retidos dentro da empresa e tiveram de ser retirados pelas autoridades.

"Nós tentámos sair, mas já não conseguimos, porque as ruas já estavam cortadas, com água", disse Jonas Cordes.

Em 2025, a empresa registou vendas de 350 mil euros e, este ano, a estimativa era de chegar "perto de um milhão de euros".

De acordo com Jonas Cordes, mais de 80% da produção é para exportação para mercados como Inglaterra, Holanda, Alemanha e países da Escandinávia e, em Portugal, a empresa tem "muitos clientes" na região Norte e no distrito de Coimbra.

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