Empresa mineira interessada nas antigas minas de Vila Flor, Nordeste Transmontano

Vila Flor, Bragança, 04 fev (Lusa) -- As antigas minas de Macedinho, em Vila Flor, no Distrito de Bragança, podem vir a ser alvo de prospeção por uma empresa mineira que já solicitou autorização para estudar os depósitos minerais do complexo desativado há décadas.

Lusa /

O aviso do interesse empresarial foi hoje publicado em Diário da República e dá conta de que "a MAEPA- Empreendimentos Mineiros e Participações, Lda requereu a atribuição de direitos de prospeção e pesquisa de depósitos minerais de ouro, prata, chumbo, cobre, zinco, tungsténico e outros minérios metálicos".

As minas localizam-se junto à Freixeda, em Vila Flor, mas a área de intervenção solicitada estende-se por mais de 168 quilómetros quadrados dos concelhos de Mirandela, Macedo de Cavaleiros, Vila Flor e Alfândega da Fé, no Distrito e Bragança.

Os interessados em apresentar reclamações ou em manifestarem preferência têm 30 dias, a contar de hoje, a data da publicação do anúncio, para o fazer, segundo ainda o aviso da Direção Geral de Energia e Geologia, a entidade responsável pela concessão das licenças.

O pedido da MEAPA- -Empreendimentos Mineiros e Participações está patente para consulta na Direção de Serviços de Minas e Pedreiras da Direção -Geral de Energia

e Geologia, em Lisboa, e na página eletrónica da mesma entidade.

A Lusa contactou a empresa interessada nas minas através de dois números de telefone, um de Matosinhos e outro de Braga, tendo sido dito, neste último, que o responsável que pode prestar esclarecimentos "hoje não se encontra".

Contactado pela Lusa, o presidente da Câmara de Vila Flor, Fernando Barros, afirmou saber "que há efetivamente interesse" nas minas de Macedinho, mas que desconhece qualquer proposta concreta, nomeadamente da empresa que pediu autorização para a prospeção.

Segundo disse, ninguém falou coma autarquia sobre o assunto e nem tinham que fazê-lo já que estes processos são tratados com a Administração central.

O autarca socialista considerou, no entanto que seria "bom" reativar as minas porque "movimenta as pessoas e se é um recurso disponível, o país deve utilizá-lo".

Defendeu, porém, que a legislação sobre a exploração destes recursos devia prever, como acontece, por exemplo, com as energias eólicas, "contrapartidas para os respetivos municípios porque no fundo trata-se de uma riqueza da região".

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