Empresa petroquímica brasileira indemniza município em 320 ME por desmoronamento do solo

A petroquímica brasileira Braskem vai indemnizar o município de Maceió em 320 milhões de euros por danos na cidade nordestina, onde milhares de famílias tiveram de abandonar as casas afetadas pelo desmoronamento do solo provocado pela mineração.

Lusa /

Segundo o acordo alcançado com o governo municipal, a Braskem pagará 1,7 mil milhões de reais (320 milhões de euros), dos quais cerca de 700 milhões de reais já foram pagos pela empresa.

"Mais de 60 mil pessoas dos bairros Bebedouro, Bom Parto, Mutange, Pinheiro e parte do Farol foram atingidas pelo afundamento de solo" provocado por atividades de poços de extração de sal-gema da mineradora, destacou o governo municipal, em declarações à Agência Brasil.

A indemnização, segundo o governo municipal, será utilizada para a realização de obras estruturais na cidade e a criação de um fundo de proteção para as pessoas com residências atingidas.

O acordo "não invalida ações judiciais ou negociações entre a Braskem e os moradores das regiões afetadas", sublinhou.

Após décadas de exploração de sal-gema, o solo de parte da capital do estado de Alagoas está a afundar-se lentamente, abrindo rachas em ruas e prédios e obrigando cerca de 55 mil pessoas a abandonarem as suas casas e comércios.

Para extrair o mineral, também conhecido como halita ou sal-gema, a empresa petroquímica abriu cavernas subterrâneas, que causaram os danos ao subsolo.

O processo de destruição do solo começou em 2018 com as fortes chuvas desse ano e, desde então, mais de 14.000 propriedades foram desativadas em cinco bairros.

 

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