Empresas de Condeixa-a-Nova reportam danos de mais de milhão de euros
Vinte e nove empresas de Condeixa-a-Nova já reportaram danos devido ao mau tempo, revelou hoje a presidente da Câmara Municipal, que indicou que os danos ultrapassam um milhão de euros.
"Até agora, temos um total de 29 empresas que reportaram danos. Em termos de prejuízos financeiros, estas empresas reportaram um total de 1.071.500 euros", disse Liliana Pimentel, durante a reunião do executivo camarário, salientando que "há muitas outras [empresas] que podem vir a reportar" danos.
Do valor total, 355.300 euros não são segurados, estando a unidade de Apoio ao Investidor do Município "a ajudar as empresas a fazer o reporte à CCDR [Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional]".
Ao fazer o ponto de situação no concelho, Liliana Pimentel informou que foram registadas 514 ocorrências até sábado, sendo que a maioria foi relativa a queda de árvores (268), a queda de estruturas de edificados (122) e inundações (66).
Cinco agregados familiares, num total de 10 elementos, foram retirados das suas habitações, estando ainda dois deles alojados com o apoio da Câmara Municipal.
A presidente deu ainda conta de "29 ocorrências de carência social", estando todos os casos "com acompanhamento técnico".
A autarquia estimou danos de 3,6 milhões euros nos edifícios municipais e de um milhão de euros na rede viária, incluindo sinalização e paragens de autocarros.
Já os danos na rede de abastecimento estão estimados em 200 mil euros.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.