Empresas industriais chinesas aumentaram lucros em 15,2% nos primeiros dois meses do ano
Os lucros das principais empresas industriais da China aumentaram 15,2%, em termos homólogos, ao longo dos dois primeiros meses de 2026, prolongando a tendência positiva após o fim de três anos consecutivos de quedas, foi hoje divulgado.
De acordo com dados divulgados do Gabinete Nacional de Estatística (GNE), os lucros das referidas empresas situaram-se em cerca de 1,02 biliões de yuan (128,512 mil milhões de euros) no primeiro bimestre.
A instituição divulga vários dos indicadores mensais de forma agregada para janeiro e fevereiro todos os anos, de modo a atenuar o efeito de base comparativa provocado pelo Ano Novo Lunar, principal período festivo na China, cuja data varia entre esses dois meses e que geralmente se traduz numa diminuição da atividade em vários setores.
A taxa hoje divulgada contrasta com a descida de 0,3% registada por este indicador no primeiro bimestre do ano passado.
Para a elaboração desta estatística, o GNE apenas tem em conta empresas industriais com um volume de negócios anual superior a 20 milhões de yuan (2,5 milhões de euros).
O estatístico do GNE Yu Weining atribui a recuperação dos lucros à aplicação de "medidas macro mais proativas e eficazes", destacando em particular o contributo de setores como a fabricação de maquinaria e o de alta tecnologia.
Dentro do primeiro, o setor da eletrónica (+203,5%) é o mais destacado e, no segundo, Yu aponta a produção de veículos aéreos não tripulados (+59,3%) e de dispositivos semicondutores discretos (+130,5%).
Apesar dos dados positivos, o especialista governamental continua a alertar para um "ambiente internacional volátil" e para "riscos colaterais de conflitos geopolíticos", numa referência indireta à guerra no Médio Oriente, advertindo também que a recuperação dos lucros das empresas industriais chinesas "continua a ser desigual".
Em 2025, este indicador registou a sua primeira evolução positiva (+0,6%) após três anos consecutivos de quedas: em 2022 tinha recuado 2%; em 2023, 2,3%; e em 2024, 3,3%.