Empresas portuguesas identificam oportunidades no Chile

As energias renováveis e os equipamentos são as principais áreas de negócio identificadas pelos empresários portugueses que viajaram na comitiva do Presidente da República, Cavaco Silva, ao Chile.

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O presidente do conselho de administração da EFACEC, Luís Filipe Pereira, identifica três áreas de negócio no Chile: o fornecimento de equipamentos transformadores, aparelhagem de média e alta tensão e as energias renováveis.

"Neste país, estão a dar-se os primeiros passos nas energias renováveis, há um único parque em construção", afirmou Luís Filipe Pereira, em declarações aos jornalistas no final de um pequeno-almoço empresarial luso-chileno.

A EFACEC, que abriu há dois meses uma delegação no Chile, identifica este país como o seu terceiro parceiro de negócio na América Latina, depois de Brasil e Argentina.

Quanto a resultados concretos dos contactos efectuados com empresários chilenos, o ex-ministro da Saúde mostrou-se optimista.

"Se se concretizarem em encomendas alguns contactos efectuados na área das subestações móveis podemos ter este ano um volume de vendas entre os 7 e os 10 milhões de dólares", prevê.

Diogo Vaz Guedes, que lidera a `holding` GESPURA (que actua na área do turismo e da reabilitação urbana), identifica "grandes oportunidades" de negócio no Chile.

"O Chile tem grandes oportunidades na área da energia solar, não só como fonte de produção de electricidade mas também de aquecimento", sublinhou, lembrando que o país é porta de entrada para o resto da América Latina.

Mais cauteloso é o presidente da Brisa, Vasco de Mello, que considerou esta sobretudo "uma visita exploratória".

"Há um conjunto de concessões no Chile e outras que vão ser lançadas. Estamos a equacionar e avaliar as várias hipóteses", disse, admitindo o interesse da Brisa no mercado chileno.

No pequeno-almoço, foram ainda assinados dois acordos de cooperação empresarial entre entidades homólogas de Portugal e Chile.

O primeiro, entre a Associação Nacional das Empresas Metalúrgicas e Electromecânicas (ANEMM) e a Asociación de Industrias Metalúrgicas e Metalomecânicas (ASIMET), prevê o apoio destes organismos a empresas de ambos os países, bem como a realização de missões empresariais em Portugal e no Chile.

O segundo protocolo, firmado entre a Sociedad de Fomento Fabril do Chile (SOFOFA) e a Associação Industrial Portuguesa (AIP), prevê a realização de reuniões bilaterais conjuntas de dois em dois anos, alternativamente em Portugal e no Chile.


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