Empresas preferem cidades asiáticas para deslocalizar serviços

As cidades asiáticas são os destinos mais baratos e preferidos pelas empresas ocidentais para a deslocalização de operações e serviços (+offshoring+), mas o interesse pela Europa de Leste está a crescer, concluiu um estudo da Jones Lang La Salle.

Agência LUSA /

No +ranking+ das dez cidades mais baratas em termos de mão-de- obra, oito são asiáticas (três indianas, três chinesas, uma filipina e outra tailandesa), com excepção de Buenos Aires (Argentina), e São Paulo (Brasil), aponta o Global Offshoring Index desenvolvido pela Jones Lang La Salle e hoje divulgado.

Porém, apesar da Ásia e América Latina liderarem as escolhas quando os parâmetros são custo da mão-de-obra, dimensão do mercado ou qualidade, a Jones Lang La Salle sublinha que a Europa Central e de Leste "apresenta especial atractividade" em termos de qualificação superior dos recursos humanos.

Neste caso, Moscovo (Rússia) e Budapeste (Hungria) são as principais escolhas europeias, embora a líder seja Manila (Filipinas), por ter acesso a mão-de-obra qualificada, com domínio da língua inglesa.

Ainda assim, nos próximos anos, a actividade de +offshoring+ deverá conseguir particular relevo em outras localizações na Europa Central e de Leste, principalmente na Polónia, em cidades como Cracóvia, Lodz ou Poznam, sublinha o estudo.

Actualmente, o "interesse está em cidades como Praga e Budapeste, devido ao seu tecido empresarial estável, custos competitivos de infra-estruturas e um forte sistema educacional", refere.

O índice desenvolvido pela Jones Lang La Salle cobre 20 cidades a nível mundial e integra mais de 45 variáveis, agrupadas em seis categorias (custos, mão-de-obra, tecido empresarial, mercado, infra-estruturas e mobiliário), que influenciam as empresas na escolha de determinado destino para +offshoring+.

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