ENDIAMA e ALROSA criam empresa mista para prospeção diamantífera em Angola
Luanda, 21 jun (Lusa) - A angolana ENDIAMA e a russa ALROSA estabeleceram na quinta-feira uma parceria para a prospeção de diamantes em Angola, país que em 2012 produziu diamantes no valor de 865 milhões de euros, anunciou em Luanda a empresa angolana.
O capital social da empresa mista será repartido em partes iguais.
A assinatura foi feita à margem da conferência internacional sobre diamantes, que termina hoje em Luanda e que é organizada pela ENDIAMA para assinalar o 100.º aniversário da descoberta dos primeiros diamantes em Angola, pelos presidentes das duas empresas, Carlos Sumbula e Feedor Andreev, respetivamente.
Na cerimónia de assinatura, Carlos Sumbula disse que na sequência do trabalho que tem estado a ser feito desde 2011, a execução de um estudo geológico que concluiu que apenas 10 por cento dos diamantes descobertos em aluvião provêm de kimberlitos conhecidos, o acordo vai ampliar essa identificação a nível nacional.
Assim, o objetivo é o de encontrar a maior parte dos kimberlitos que estão por descobrir.
Feedor Andreev afirmou que os estudos geológicos já feitos apontam para um potencial diamantífero de mil milhões de quilates.
A produção de diamantes em 2012 em Angola foi de 8 milhões de quilates, o que gerou uma receita de 865 milhões de euros, colocando-o como o quarto maior país produtor do mundo.
A ALROSA, uma das principais empresas do mundo na exploração e comercialização de diamantes, tenciona investir anualmente em Angola entre 7,5 milhões e 15 milhões de euros.
Angola detém atualmente a presidência do Grupo de Trabalho de Produtores Artesanais e de Aluvião (WGAAP, no acrónimo em inglês).
A conferência da ENDIAMA, que termina na sexta-feira, trouxe a Luanda os nomes mais importantes da indústria mundial de diamantes, entre os quais os presidentes do PK, Welile Nhlapo, e do Conselho Mundial dos Diamantes, Eli Izhakoff.