Entrada de novos accionistas continua a beneficiar acções do BCP que valorizaram hoje mais 5%

As alterações na estrutura accionista do BCP continuam a atrair as atenções para o título, consideram analistas e operadores de mercado, que justificam assim a valorização das acções do maior banco privado português, hoje a subir mais de 5 por cento.

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No final da sessão da Euronext Lisboa, as acções do BCP valiam 3,96 euros, de novo a chegar a níveis máximos, hoje ao valor mais alto desde Janeiro de 2002.

"Há bastantes compradores no mercado", disse à agência Lusa um analista, adiantando que muitos accionistas, para além dos que obrigatoriamente comunicam ao mercado por alcançar participações superiores a 2 por cento, estão a entrar ou a reforçar posições.

"O titulo continua com grande visibilidade desde a mediática assembleia geral anual e a entrada de novos investidores com posições relevantes, acima dos dois por cento", sublinhou.

Recorde-se que imediatamente antes da AG de 28 de Maio entraram na estrutura accionista do banco com posições relevantes Joe Berardo (4,0 por cento) e o Banco Privado Português (com 2,04), de João Rendeiro.

Já posteriormente houve um reforço significativo da Teixeira Duarte, um dos accionistas históricos, para mais de 5,0 por cento, e entraram com participações também superiores a dois por cento a Sonangol e a Sogema, da família Moniz da Maia.

Também a perspectiva de poder ser convocada uma nova Assembelia Geral era hoje referida no mercado, segundo um operador, adicionando alguma componente "especulativa" a valorização do título.

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