ERSE propõe revisão do processo de mudança de operador de gás

A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) acredita que está a aumentar a concorrência no mercado liberalizado de gás e de eletricidade. Ainda assim, o organismo lança esta sexta-feira uma proposta de revisão dos procedimentos de mudança de comercializador de gás.

Marina de Castro /

Foto: Lusa

A ideia é aperfeiçoar os procedimentos para quem quer mudar de fornecedor de gás e harmonizá-los com as mudanças no fornecedor de eletricidade. As alterações vão estar em consulta até à primeira semana de abril. A versão final deve ser publicada ainda no decorrer do mês que vem.

Nesta véspera do Dia Mundial dos Direitos do Consumidor, a ERSE defende que a transição para o mercado liberalizado de gás e de eletricidade em Portugal é das mais intensas da Europa. Embora a EDP tenha as maiores quotas de clientes (tanto no fornecimento de gás, em que ultrapassou a GALP, como no fornecimento de eletricidade), a entidade reguladora está convicta de que a concorrência já está a aumentar.

O período de transição para o mercado livre de gás e de eletricidade termina no final de 2015. A ERSE considera que é ainda prematuro falar de alargamento de prazos, mas o diretor de mercados e consumidores, Eduardo Teixeira, admite essa hipótese.

Os últimos números divulgados pela ERSE mostram que em janeiro 2 milhões e 400 mil clientes de eletricidade estavam no mercado livre, mas 3 milhões e 600 mil permanecem no mercado regulado a pagar as chamadas tarifas transitórias, que são revistas pela entidade a cada três meses. Também a esmagadora maioria dos consumidores domésticos de gás natural permanecem no mercado regulado.

(com Luís Soares)
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