Economia
Eslováquia rejeitou expansão do fundo de resgate europeu
Ao cabo de dez horas de debate no parlamento de Bratislava, os deputados eslovacos rejeitaram, por maioria, a expansão dos poderes do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira que tinha sido decidida pelos líderes europeus na cimeira de 21 de julho. O voto negativo provocou a queda do Governo eslovaco que tinha associado a não-aprovação da medida a um voto de desconfiança no executivo. A votação de hoje representa um duro golpe no projeto que visava aumentar as capacidades da Zona Euro para lidar com a crise da dívida.
A Eslováquia torna-se assim no único dos 17 países da Zona Euro que ainda não deu luz verde à expansão de poderes do fundo de resgate, que precisava da aprovação unânime para entrar em vigor.
A primeira-ministra Iveta Radicova tinha apelado aos deputados para que aprovassem a medida, alegando que o país estava a perder a sua credibilidade aos olhos dos seus parceiros internacionais.
“É todo o sistema da Zona euro que está ser ameaçado neste momento, e já não apenas alguns pequenos países”, disse Radicova durante o debate no Parlamento. “O nosso euro está sob ameaça. A situação em mudança necessita de uma reação rápida e imediata”.
Proposta foi rejeitada por 21 votosOs apelos da governante cairam em saco roto e a proposta não passou por 21 votos acarretando a queda da coligação que governava há apenas um ano.
Anteriormente Radicova tinha admitido que um dos seus parceiros minoritários da coligação que se opunha à expansão de poderes do fundo ainda não estava convencido.
O partido da Liberdade e Solidariedade (SaS), é contra a expansão de competências do Fundo, alegando que um país pobre como a Eslováquia não deveria ser obrigado a participar no resgate de países mais ricos como a Grécia.
Apesar de tudo a queda do Governo de coligação poderá abrir caminho a uma nova votação que ainda permita aprovar a proposta a tempo da reunião de líderes europeus, prevista para 23 de Outubro, já que a oposição, que agora votou contra, tinha admitido que votaria a favor, numa segunda ronda, se fossem cumpridas algumas condições, que poderiam incluir a demissão do executivo.
A primeira-ministra Iveta Radicova tinha apelado aos deputados para que aprovassem a medida, alegando que o país estava a perder a sua credibilidade aos olhos dos seus parceiros internacionais.
“É todo o sistema da Zona euro que está ser ameaçado neste momento, e já não apenas alguns pequenos países”, disse Radicova durante o debate no Parlamento. “O nosso euro está sob ameaça. A situação em mudança necessita de uma reação rápida e imediata”.
Proposta foi rejeitada por 21 votosOs apelos da governante cairam em saco roto e a proposta não passou por 21 votos acarretando a queda da coligação que governava há apenas um ano.
Anteriormente Radicova tinha admitido que um dos seus parceiros minoritários da coligação que se opunha à expansão de poderes do fundo ainda não estava convencido.
O partido da Liberdade e Solidariedade (SaS), é contra a expansão de competências do Fundo, alegando que um país pobre como a Eslováquia não deveria ser obrigado a participar no resgate de países mais ricos como a Grécia.
Apesar de tudo a queda do Governo de coligação poderá abrir caminho a uma nova votação que ainda permita aprovar a proposta a tempo da reunião de líderes europeus, prevista para 23 de Outubro, já que a oposição, que agora votou contra, tinha admitido que votaria a favor, numa segunda ronda, se fossem cumpridas algumas condições, que poderiam incluir a demissão do executivo.