Espírito Santo cria seguradora `low cost` e quer 100 mil clientes até 2010

Lisboa, 14 Jan (Lusa) - O Grupo Espírito Santo (GES) apresentou hoje uma nova seguradora, a Logo, dedicada, inicialmente, à área do seguro director através do telefone e da Internet, e pretende conquistar 100 mil clientes até 2010.

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O director-geral da empresa, João Pedro Inácio, afirmou que a Logo é detida a 100 por cento pela seguradora Tranquilidade, e aposta na simplicidade, na eficiência e na diferenciação pelo custo, caracterizando-se como "uma `low cost` dos seguros".

João Pedro Inácio salientou que a companhia representa "um investimento de 15 milhões de euros, correspondente ao seu capital social", tem meia centena de trabalhadores e dedica-se exclusivamente a ramos não vida do segmento de particulares, prevendo atingir resultados equilibrados ("break even") em sete anos.

A Logo inicia a sua actividade no seguro directo automóvel mas João Pedro Inácio admite que ainda este ano comece a explorar mais um ramo, provavelmente saúde.

A companhia arranca hoje com publicidade na televisão e terça-feira na rádio e prevê um investimento publicitário de 3 milhões a 3,5 milhões de euros a preços de tabela na televisão, rádio, outdoors e Internet.

O director-geral da Logo sublinhou que, ao contrário do conjunto dos ramos não vida, onde o mercado está estagnado, o segmento de seguros por Internet e telefone "continua a crescer a dois dígitos" e deverá duplicar até 2010", para 550 mil clientes.

Acrescentou que a nova legislação sobre cobranças, com caducidade automática em caso de o seguro não ser pago até à data de vencimento, implicou um aumento de transferências de seguros entre companhias, o que facilita a entrada de novos actores no mercado.

João Pedro Inácio assinalou que a estratégia da Logo passa por "tornar a experiência com o seguro mais simples e mais fácil, em que o seguro não se torne uma coisa complicada e não atrapalhe o dia-a-dia", utilizando uma plataforma de sistemas de informação inovadora.

O director-geral sublinhou que as pessoas do centro de atendimento telefónico ("call center") da Logo tiveram um mês e meio de formação inicial "muito virada a satisfação do cliente".

O alvo da nova seguradora é a "população urbana entre 25 e 45 anos e habituada a viver on-line", que "é uma nova geração de consumidores que está a chegar ao mercado", precisou.

João Pedro Inácio sublinhou que a Logo está autorizada pelo Instituto de Seguros de Portugal (ISP) para actividade em todos os ramos não vida e a seguradora deverá vir a actuar noutros ramos como a saúde, multi-riscos habitação, acidentes pessoais e algumas áreas de responsabilidade civil, sempre para clientes particulares.

O director-geral assinalou que a oferta de produtos standard "permite ser mais rápido e eficiente", mas que a Logo "tem uma oferta suficientemente abrangente para servir qualquer segmento do mercado", com preços competitivos.

A empresa propõe aos clientes o seguro automóvel Logo Light, para quem quer apenas o seguro obrigatório, só com responsabilidade civil e assistência jurídica, com a assistência em viagem como opção, que é "o produto mais barato do mercado", segundo João Pedro Inácio.

Apresenta, ainda, o Logo Topping, para quem quer mais cobertura mas não valoriza danos próprios (por exemplo, por o automóvel ser antigo), que inclui assistência em viagem, protecção do condutor e ocupantes e possibilita algumas coberturas opcionais, e o Logo Lease, que tem as coberturas mínimas exigidas a quem compra carro em leasing ou ALD, adiantou.

O director-geral da nova seguradora afirmou que o Logo Max "tem todas as coberturas principais" e permite algumas opcionais, havendo ainda um seguro específico para motas, o Logo Moto.

João Pedro Inácio indicou que para toda a gama há três opções para a responsabilidade civil (mínima, 4 milhões de euros ou 50 milhões de euros), e três para as franquias (zero euros, cerca de 2 por cento ou de 4 por cento do valor do veículo).

FVZ.

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