Estrutura paralela de operações "não era passível de detecção pelos métodos normais de supervisão" - Duarte Neves

Lisboa, 27 Jan (Lusa) - O vice-governador do Banco de Portugal Pedro Duarte Neves considerou hoje que a estrutura paralela de operações não registadas do universo SLN/BPN "não era passível de detecção pelos métodos normais de supervisão e auditoria".

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Numa declaração aos deputados que antecedeu a sua audição na comissão de inquérito ao BPN, Pedro Duarte Neves afirmou que "por atitude dolosa dos órgãos de administração da instituição [BPN] - que de uma forma objectiva omitiram e prestaram informação falsa às autoridades de supervisão - foi-se desenvolvendo uma estrutura paralela de operações não registadas, não disponíveis documentalmente e, por isso, não passíveis de detecção pelos métodos normais de supervisão e auditoria".

Na mesma declaração, no entanto, o vice-governador do BdP sublinha que "a admissão e confissão pela administração do grupo da existência desta situação fraudulenta [a instrumentalização do Banco Insular e a existência do Balcão Virtual] foi o corolário de uma acção de supervisão do Banco de Portugal".

Pedro Duarte Neves acrescenta que esta acção de supervisão foi obtendo - a partir de 2008 e desencadeada sobretudo por uma denúncia anónima - "elementos cada vez mais sólidos da relação do domínio de grupo em relação ao Banco Insular".

O supervisor recorda também uma reunião em Maio último com os membros do Conselho de Administração da SLN para esclarecer as relações do grupo com o Banco Insular.

Esta reunião, contou Pedro Duarte Neves, foi "decisiva para a confissão final, por Abdool Vakil, de que o Grupo tinha o domínio material do Banco Insular".

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