EUA à beira de uma recessão que conseguirão evitar no início de 2008

Zurique, Suíça, 12 Dez (Lusa) - A economia norte-americana deverá enfraquecer mais e poderá encontrar-se no início de 2008 à beira de uma recessão, que conseguirá no entanto evitar, segundo um estudo hoje publicado pelo banco suíço UBS.

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"A economia norte-americana encontra-se em finais de 2007 num ponto em que, na nossa opinião, a possibilidade de uma recessão é dada", sublinha o estudo elaborado pelo ramo de gestão de património do primeiro banco helvético.

"Os Estados Unidos vão no entanto conseguir evitar por pouco uma recessão", julga a entidade suíça, considerando que a Reserva Federal americana (FED) desempenhou o seu papel ao baixar por várias vezes a sua taxa directora.

Os importantes fluxos de tesouraria e o fraco nível de endividamento das sociedades americanas indicam igualmente que uma recessão será evitada, considera o UBS.

Para o ano de 2008, o banco helvético reviu em baixa o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nos Estados Unidos para 1,8 por cento, contra 2 por cento em 2007.

"A crise do mercado da habitação nos Estados Unidos e as suas repercussões nos sectores financeiros e do consumo continuarão provavelmente a pesar sobre o crescimento global no próximo ano", prossegue o estudo acrescentado que "o crescimento mundial terá culminado e será menos vigoroso em 2007".

O UBS espera assim um abrandamento do crescimento mundial para 4,8 por cento no próximo ano, contra 5,2 por cento em 2007.

A zona euro deverá também ser afectada, com uma desaceleração do crescimento para 1,7 por cento em 2008 contra 2,6 por cento em 2007.

O banco suíço aponta no entanto para "uma ligeira aceleração do crescimento dos salários no próximo ano, e no ano seguinte", devido à falta de pessoal qualificado em certos sectores.

Esta situação deverá proporcionar um crescimento sólido do consumo, sobretudo na Alemanha, nota o UBS.

Para a China, o estudo aponta para 2008 um abrandamento do crescimento para 9,8 por cento, contra 11,1 por cento em 2007. Devido aos riscos de inflação e sobreaquecimento da economia, o UBS antecipa uma reacção forte das autoridades chinesas para enfrentar estes dois riscos.

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