Euribor a três meses sobe para 2,714% e atinge máximo desde janeiro de 2025
A taxa Euribor subiu hoje a três e seis meses, no prazo mais curto para um máximo de janeiro de 2025, e desceu a 12 meses face a sexta-feira.
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou hoje ao ser fixada em 2,994%, mais 0,002 pontos percentuais do que na sexta-feira.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a agosto indicam que a Euribor a seis meses representava 40,3% do `stock` de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,03% e 24,27%, respetivamente.
No prazo de 12 meses, a taxa Euribor recuou hoje para 3,304%, menos 0,002 pontos que no final da semana passada.
A Euribor a três meses avançou hoje, ao ser fixada em 2,714%, mais 0,038 pontos e um máximo desde janeiro de 2025.
Na sexta-feira, a Euribor terminou outubro com a média mensal inalterada no prazo mais curto, a avançar no intermédio e a descer no mais longo.
A média mensal da Euribor em outubro manteve-se em 2,635% a três meses e subiu 0,053 pontos para 2,975% a seis meses. Já a média da Euribor a 12 meses desceu 0,008 pontos para 3,239% em outubro.
Como esperado, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas diretoras na passada quinta-feira e, segundo o mercado, adiou a subida das mesmas para a última reunião de política monetária deste ano, que se realiza em Frankfurt em 16 e 17 de dezembro.
Em 10 de setembro, também como esperado pelos mercados, o BCE subiu as taxas diretoras, em 25 pontos base, depois de as ter mantido em julho.
Em junho, pela primeira vez desde setembro de 2023, o BCE tinha subido as taxas diretoras, designadamente 25 pontos base, depois de as manter em abril, pela sétima reunião consecutiva e de oito reduções desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 21 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.