Euro ultrapassa 1,16 dólares, o máximo de dois meses
O euro subiu hoje e ultrapassou os 1,16 dólares, o máximo de dois meses, à medida que diminuem as expectativas de que a Reserva Federal (Fed) norte-americana suba as taxas de juro em setembro.
Este máximo acontece no dia em que expira o memorando de entendimento para um cessar-fogo definitivo assinado entre os EUA e o Irão.
Pelas 08:50 de Lisboa, o euro estava a ser negociado nos 1,1608 dólares, contra 1,1579 dólares na última sessão.
Na semana passada, novos dados económicos fracos dos EUA reforçaram as expectativas de que a Fed não irá aumentar as taxas de juro em setembro.
As vendas no retalho caíram 0,6% em julho --- a maior queda mensal desde maio do ano passado --- o que pode sinalizar uma desaceleração dos gastos dos consumidores.
Além disso, as pressões inflacionistas diminuíram e o mercado de trabalho já não está a gerar tantos empregos.
Por esta razão, a Fed --- que divulga as atas da sua última reunião de política monetária na quarta-feira --- pode manter as taxas de juro na faixa dos 3,50% a 3,75% em setembro.
No entanto, os mercados antecipam que o Banco Central Europeu (BCE) aumente as suas taxas de juro dos depósitos bancários --- atualmente em 2,25% --- em setembro.
Ainda assim, a guerra no Médio Oriente e os receios de inflação impulsionados pela subida dos preços do petróleo --- resultantes do contínuo bloqueio do estreito de Ormuz --- estão a limitar as perdas do dólar.