Economia
Eurogrupo escolhe vice-presidente do BCE, Mário Centeno é um dos candidatos
A votação está prevista para o final da tarde desta segunda-feira, é o último ponto da agenda da reunião dos ministros das Finanças da zona euro que se realiza em Bruxelas. Os governantes vão decidir o sucessor de Luis de Guindos, que abandona o cargo no final de maio.
Antigo ministro das Finanças e antigo governador do Banco de Portugal, Mário Centeno viu a sua candidatura ser formalizada pelo governo português no seguimento de um pedido do próprio.
Seja quem for o escolhido, tem de conseguir o apoio de 72% dos Estados-membros da área da moeda única (ou seja, pelo menos 16 dos 21 países do euro), representando pelo menos 65% da população.
Em comunicado enviado às redações a 9 de janeiro, o Ministério das Finanças confirmou então ter "recebido a manifestação de interesse" de Centeno, "tendo apresentado a candidatura" um dia antes.
O cargo de vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE) é o segundo mais elevado no conselho de direção da instituição bancária e desempenha um papel central na definição e implementação da política monetária da Zona Euro.
Entre as suas funções estão a implementação das decisões de política monetária e a tomada de decisões sobre taxas de juro, programas de liquidez e medidas de estabilidade financeira, como estipulado no Estatuto do Sistema Europeu de Bancos Centrais.
Os rivais de Centeno
Na corrida à vice-presidência do BCE, Mário Centeno tem cinco rivais: o governador do banco central da Letónia, Martins Kazaks; o governador do banco central da Estónia, Madis Müller; o governador do banco central da Finlândia e ex-comissário europeu para Assuntos Económicos e Monetários, Olli Rehn;o antigo ministro das Finanças da Lituânia, Rimantas Sadzius e ainda o governador do banco central da Croácia, Boris Vujcic.
Há dias, numa declaração por escrito, o Parlamento Europeu afirmou que, desta lista de concorrentes, considera Mário Centeno e Martins Kazaks, governador do banco central da Letónia, como "candidatos preferenciais para o cargo".
A presidente da Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu acrescentou que essa mesma informação já tinha sido transmitida ao presidente do Eurogrupo.
Seja quem for o escolhido, tem de conseguir o apoio de 72% dos Estados-membros da área da moeda única (ou seja, pelo menos 16 dos 21 países do euro), representando pelo menos 65% da população.
Na sequência da votação, o Conselho da União Europeia adotará uma recomendação ao Conselho Europeu (ao nível de líderes), deliberando por maioria qualificada reforçada dos países do euro.
c/Lusa