Economia
Excedente fica para trás. Contas do Estado regressam ao défice no primeiro semestre
Até junho, segundo a síntese de execução orçamental, a receita com impostos cresceu em 1,9 por cento, para 29.089 milhões de euros.
Nos primeiros seis meses de 2026, o Estado acumulou um défice de 213 milhões de euros, número que traduz uma redução do saldo das Administrações Públicas de 2.230,4 milhões relativamente ao mesmo período do ano passado. É o que mostra a síntese de execução orçamental divulgada esta sexta-feira.
“O saldo global das Administrações Públicas, em termos homólogos, decresceu 2.230,4 milhões de euros, o que resultou do comportamento do saldo da Administração Central, com uma diminuição de 3.668,4 milhões de euros (-2.300,8 milhões de euros sem o efeito dos pagamentos para regularização de dívidas do SNS)”, indica a síntese da Entidade Orçamental, antiga Direção-Geral do Orçamento.A Segurança Social regista um excedente de 4.689,4 milhões de euros até junho, acima dos 3.673,9 milhões do mesmo período de 2025.
Até junho, os saldos global e primário da Administração Central e da Segurança Social foram de 1.147,8 milhões e 2.893,2 milhões de euros, respetivamente - em causa estão decréscimos de 2.652,8 milhões e de 2216,3 milhões de euros.
No domínio da Administração Regional, o saldo mostra-se negativo em 128,7 milhões de euros, num aumento homólogo de 63,6 milhões. Na Administração Local, o saldo atingiu os 1.063,9 milhões de euros, tendo excedido em 358,8 milhões o registo do período homólogo.
A despesa consolidada agravou-se em 11,3 por cento e a despesa primária em 11,2.
“Expurgada do efeito dos pagamentos para regularização de dívidas do SNS e da despesa efetiva no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), a despesa aumentou 7,6 por cento e a despesa primária 7,3 por cento, sustentada, especialmente, na evolução das transferências correntes, particularmente os encargos relativos a pensões e com a contribuição financeira para o orçamento da União Europeia”, detalha a Entidade Orçamental.
A despesa com pessoal, ainda de acordo com a síntese de execução, aumentou em 6,3 por cento, sobretudo por causa das medidas de valorização salarial, nomeadamente a atualização para os trabalhadores em funções públicas e da retribuição mínima mensal garantida.
Receita fiscal ascende a 29.089 milhões de euros
Na primeira metade do ano, os cofres do Estado encaixaram 29.089 milhões de euros de impostos, num aumento de 1,9 por cento face ao mesmo período de 2025.
“Em junho de 2026, a receita fiscal acumulada do subsector Estado totalizou 29.089,3 milhões de euros, representando um acréscimo de 528,5 milhões de euros (1,9 por cento) face ao período homólogo”, aponta a síntese.Os pagamentos em atraso, por parte das entidades públicas, somaram 278,9 milhões de euros no primeiro semestre, menos 584 milhões do que no período homólogo.
Em matéria de impostos diretos, há registo de um recuo da receita, em quatro por cento, por causa da quebra da receita líquida do IRC em 16,7 por cento. O que é justificado pela subida dos pagamentos de reembolsos em 135,2 milhões de euros.
Ao contrário, a receita líquida do IRS cresceu 3,1 por cento relativamente ao primeiro semestre de 2025. Isto “apesar do aumento dos pagamentos de reembolsos e restituições em 214,4 milhões de euros”, ou 10,2 por cento.
c/ Lusa
“O saldo global das Administrações Públicas, em termos homólogos, decresceu 2.230,4 milhões de euros, o que resultou do comportamento do saldo da Administração Central, com uma diminuição de 3.668,4 milhões de euros (-2.300,8 milhões de euros sem o efeito dos pagamentos para regularização de dívidas do SNS)”, indica a síntese da Entidade Orçamental, antiga Direção-Geral do Orçamento.A Segurança Social regista um excedente de 4.689,4 milhões de euros até junho, acima dos 3.673,9 milhões do mesmo período de 2025.
Até junho, os saldos global e primário da Administração Central e da Segurança Social foram de 1.147,8 milhões e 2.893,2 milhões de euros, respetivamente - em causa estão decréscimos de 2.652,8 milhões e de 2216,3 milhões de euros.
No domínio da Administração Regional, o saldo mostra-se negativo em 128,7 milhões de euros, num aumento homólogo de 63,6 milhões. Na Administração Local, o saldo atingiu os 1.063,9 milhões de euros, tendo excedido em 358,8 milhões o registo do período homólogo.
A despesa consolidada agravou-se em 11,3 por cento e a despesa primária em 11,2.
“Expurgada do efeito dos pagamentos para regularização de dívidas do SNS e da despesa efetiva no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), a despesa aumentou 7,6 por cento e a despesa primária 7,3 por cento, sustentada, especialmente, na evolução das transferências correntes, particularmente os encargos relativos a pensões e com a contribuição financeira para o orçamento da União Europeia”, detalha a Entidade Orçamental.
A despesa com pessoal, ainda de acordo com a síntese de execução, aumentou em 6,3 por cento, sobretudo por causa das medidas de valorização salarial, nomeadamente a atualização para os trabalhadores em funções públicas e da retribuição mínima mensal garantida.
Receita fiscal ascende a 29.089 milhões de euros
Na primeira metade do ano, os cofres do Estado encaixaram 29.089 milhões de euros de impostos, num aumento de 1,9 por cento face ao mesmo período de 2025.
“Em junho de 2026, a receita fiscal acumulada do subsector Estado totalizou 29.089,3 milhões de euros, representando um acréscimo de 528,5 milhões de euros (1,9 por cento) face ao período homólogo”, aponta a síntese.Os pagamentos em atraso, por parte das entidades públicas, somaram 278,9 milhões de euros no primeiro semestre, menos 584 milhões do que no período homólogo.
Em matéria de impostos diretos, há registo de um recuo da receita, em quatro por cento, por causa da quebra da receita líquida do IRC em 16,7 por cento. O que é justificado pela subida dos pagamentos de reembolsos em 135,2 milhões de euros.
Ao contrário, a receita líquida do IRS cresceu 3,1 por cento relativamente ao primeiro semestre de 2025. Isto “apesar do aumento dos pagamentos de reembolsos e restituições em 214,4 milhões de euros”, ou 10,2 por cento.
c/ Lusa