Exército executa 11 projetos financiados pelo PRR em investimento de mais de 33 ME

Exército executa 11 projetos financiados pelo PRR em investimento de mais de 33 ME

O Exército anunciou hoje que está a executar 11 projetos financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), um investimento de mais de 33 milhões de euros, orientado para a "modernização e sustentabilidade das suas infraestruturas".

Lusa /

Cerca de 31 milhões de euros do valor total serão aplicados na "reabilitação e modernização de infraestruturas militares", entre as ações previstas e as já em curso, que incluem "427 unidades de alojamento, bem como a renovação de estabelecimentos de ensino, nomeadamente o Colégio Militar e o Instituto dos Pupilos do Exército", anunciou o Exército em comunicado.

"Este pilar inclui ainda a criação de um Centro Tecnológico de Informática no Instituto dos Pupilos do Exército e a melhoria das condições de acessibilidade no Arquivo Geral do Exército", adianta a nota.

Para o eixo de transição digital serão investidos 148 mil euros num projeto vocacionado para o uso de tecnologia 5G, que tem por base "reforçar a capacidade de experimentação e inovação do Exército e a sua adaptação a desafios emergentes no domínio digital".

Já no âmbito da transição climática, o Exército explica que tem neste momento em curso três projetos de "autoconsumo coletivo destinados a reforçar a eficiência energética", por um valor de cerca de 1,5 milhões de euros.

No comunicado, o Exército descreve que os projetos abrangem diversas áreas do território nacional, entre elas Porto, Lisboa (Lisboa, Oeiras e Sintra), Leiria, Vendas Novas e Santarém (Constância).

A mesma nota adianta ainda que o Exército deu hoje por concluída uma obra de reabilitação de Casas do Estado no Regimento de Comandos, abrangendo um total 32 unidades de alojamento, no valor de 269 mil euros.

No dia 15 deste mês o Governo assegurou estar consciente dos riscos associados ao cumprimento dos marcos e metas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), mas garantiu estar "politicamente empenhado" na mitigação dos mesmos.

"Estamos conscientes de que existem riscos associados ao cumprimento dos marcos e metas. Riscos de contexto, geopolíticos e estruturais, associados à complexidade das reformas", afirmou o secretário de Estado do Planeamento e do Desenvolvimento Regional, Hélder Reis, no congresso "Fundos Europeus 2025: Execução, Fiscalização e Futuro", em Lisboa.

Contudo, o governante esclareceu que reconhecer estes riscos não significa falta de ambição, mas realismo e responsabilidade.

Hélder Reis afirmou "adormecer e acordar" a ouvir que Portugal está atrasado em matéria de fundos europeus e aproveitou para agradecer a todos os que diariamente trabalham no PRR e no Portugal 2030, assegurando que estão a ser cumpridas todas as metas.

Ainda sobre este tema, o secretário de Estado precisou que no PRR estão a ser atingidos todos os marcos e metas, dentro dos prazos programados.

 

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