Exploração de minério de ferro em Torre de Moncorvo só daqui a sete ou dez anos
Torre de Moncorvo, 12 mar (Lusa) - O presidente da Câmara de Torre de Moncorvo admitiu hoje que, "o mais provável", é que só daqui a sete a dez anos haja exploração mineira no Carvalhal.
O que foi dito sobre um investimento de mil milhões de euros da Rio Tinto em Moncorvo não passou de "especulação jornalística", diz também Aires Ferreira.
O autarca socialista explicou que tinha razão quando afirmou que não houve "seriedade" no tratamento no caso. Porém, para Aires Ferreira, a australiana Rio Tinto "é uma empresa séria".
"Esta especulação é atribuída ao ministro da Economia (pela comunicação social) e, que eu me lembre, Álvaro dos Santos Pereira apenas disse que havia negociações e nunca confirmou o cenário idílico e cor-de-rosa que foi pintado em outubro e novembro passados em torno da reativação da exploração das minas. Não me parece que a culpa seja do ministro", acrescentou.
O alegado investimento ronda mil milhões de euros para uma exploração de minério de ferro a céu aberto nas áreas das antigas Ferrominas no lugar da Carvalhosa (Torre de Moncorvo).
Esta ação da Rio Tinto iria permitir, numa primeira fase, a criação de 420 novos postos de trabalho diretos e cerca de 800 indiretos, bem como a criação de um polo de investigação e desenvolvimento no Nordeste Transmontano, com parcerias com instituições locais e internacionais.
"É possível que haja uma exploração de ferro, mas só daqui a sete a dez anos. Hoje, ainda não há nenhuma licença para exploração de ferro no concelho de Torre de Moncorvo", frisou Aires Ferreira.
Por outro lado, o único investimento que se conhece é o da Companhia Portuguesa de Ferro (CPF), que vai aplicar um milhão de euros, nos próximos três anos, em prospeção de minério de ferro na área mineira de Carviçais II, em Torre de Moncorvo e Freixo de Espada à Cinta.
Segundo o administrador desta companhia, Nuno Costa Gomes, o projeto não tem resultados imediatos. O empresário salientou ainda o facto de que todos os investimentos no setor mineiro são efetuados "a muito longo prazo".
"Devido à crise financeira internacional, a malha está muito mais apertada para a viabilização de projetos desta natureza", acrescentou.
No terreno, está já uma equipa de geólogos e outros profissionais, em trabalhos de análise e prospeção que durará três anos, podendo haver prolongamento do prazo.
A CPF tem associada uma empresa de direito norueguesa a este projeto de exploração mineira.