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Exportações de Pernambuco para Portugal aumentaram 4,5 vezes em 4 anos

Exportações de Pernambuco para Portugal aumentaram 4,5 vezes em 4 anos

As exportações do Estado de Pernambuco, no Nordeste brasileiro, para Portugal aumentaram quatro vezes e meia, nos últimos quatro anos, para 13,9 milhões de dólares, revela um estudo hoje tornado público.

© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /

O estudo, realizado pela Câmara de Comércio Brasil-Portugal de Pernambuco, identificou sectores com possíveis oportunidades para aumentar os negócios, entre os dois países.

Entre esses sectores, estão exportações de peixe e crustáceos, borracha, bebidas, líquidos alcoólicos e vinagres, alumínio, produtos cerâmicos, produtos de ferro fundido, ferro ou aço, além de plásticos.

O estudo "A Influência Portuguesa na Economia Contemporânea de Pernambuco" analisou igualmente o peso português no turismo e na participação no capital das empresas pernambucanas.

Os resultados do estudo serão publicados num anuário económico a ser actualizado periodicamente, salientou à agência Lusa um dos investigadores responsáveis Erick Soares de Souza.

Entre os sectores que mais aumentaram as suas exportações para Portugal, nos últimos anos, estão peles e couros, máquinas, aparelhos e materiais eléctricos, peixes e crustáceos, frutas e hortaliças.

Os sectores que mais exportaram para Portugal foram açúcares e produtos de confeitaria, frutas, com destaque para o melão, calçados e artefactos semelhantes.

Nos três últimos anos, no âmbito das exportações para Portugal, o estudo indica que houve um aumento médio na produção de todos os sectores da economia de Pernambuco de cerca de 90 milhões de reais (34,6 milhões de euros).

As exportações para Portugal foram responsáveis pelo aumento do rendimento médio das famílias pernambucanas de cerca de 26 milhões de reais (10 milhões de euros), com a geração de 10.000 empregos.

O estudo indica que os portugueses são os turistas estrangeiros que mais visitam o Estado de Pernambuco, sendo responsáveis por metade dos desembarques internacionais, entre 2003 a 2005.

Pernambuco é o primeiro estado da região Nordeste do Brasil em número de desembarque de turistas portugueses e o terceiro do país, atrás apenas do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Segundo o estudo, os meses de Julho e Agosto, que caracterizam a baixa estação brasileira, "têm um grande número de desembarque de turistas portugueses, assim como na alta estação (Janeiro e Fevereiro)".

Apenas seis por cento dos turistas portugueses recorrem a agências de viagem, sendo que a maioria viaja por meio de informações de amigos ou de parentes que visitaram ou que moram em Pernambuco.

"Este dado revela um mercado potencial para as agências pernambucanas", sublinha o estudo, ao salientar que 70 por cento dos turistas portugueses se hospedam em hotéis e mais de 80 por cento revelam intenção de voltar.

Os turistas portugueses são os que mais gastam anualmente entre os turistas estrangeiros, seguidos dos alemães, americanos e italianos, no Estado de Pernambuco.

Os gastos são maioritariamente em hospedagem, alimentação, transportes, diversão e compras em geral, sendo que mais de 41 por cento dos turistas portugueses têm entre 36 e 50 anos.

Em relação ao motivo da viagem, 68 por cento invocam lazer e vêm a passeio, 15 por cento visitam familiares e o restante tem como objectivo realizar negócios.

Segundo dados da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur), responsável pela promoção turística do Estado, os turistas portugueses gastaram 270 milhões de reais (103,8 milhões de euros), entre 2004 e 2005.

Esses gastos foram responsáveis pela criação de 27.000 empregos e pelo aumento dos rendimentos das famílias pernambucanas em cerca de 100 milhões de reais (38,5 milhões de euros).

Segundo dados da Junta Comercial do Estado de Pernambuco, os investimentos portugueses, na década de 60, estavam concentrados no sector do comércio grossista.

"Na década seguinte, a construção civil foi a área mais procurada pelos portugueses para realizar investimentos em Pernambuco", refere o estado.

Entre 1980 a 2000, houve o grande "boom" da agricultura, mas as participações no capital das empresas dos sectores de comércio e construção civil ainda eram também bastante acentuadas.

"Na década actual, percebemos uma nova tendência, visto o maior interesse voltado para investimentos nos sectores de serviços, na área de tecnologia da informação, saúde, serviços financeiros e reparação e, principalmente, manutenção de equipamentos", conclui o estudo.


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