Exportadores de vinho verde para leste queixam-se do efeito da guerra

O mercado dos países de leste, como Ucrânia, Bielorrússia e Rússia, estava em expansão no caso dos vinhos verdes portugueses. Mas agora, com o conflito, as remessas pararam.

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No geral, as exportações para esta zona do globo não representavam mais do que dois por cento, mas para algumas empresas este mercado ganhava cada vez mais expressão, chegando a representar 30 por cento.

Houve mesmo, antes de rebentar a guerra, uma feira na Rússia em que participaram vários produtores portugueses.

Carla Cunha, da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes, explica que estes mercados estavam a desenvolver uma cultura de consumo deste tipo de vinho.

Agora, com a guerra, o impacto negativo nas exportações é grande, apesar de algumas empresas poderem estar ainda a conseguir exportar para aqueles países, sobretudo através de empresas intermediárias. Mas não será, diz Carla Cunha, uma solução por muito tempo
Outro problema são os seguros. As cartas de crédito não estão a ser emitidas. Ou seja, se não forem pagas à partida, correm o risco de não receber o pagamento das encomendas.
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